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Aloysio Nunes defende governador do PR após confronto entre PMs e professores

São Paulo|Do R7

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O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) saiu em defesa nesta quinta-feira, 30, do governador do Paraná e também tucano, Beto Richa, após o confronto entre professores e policiais militares que deixou mais de 200 pessoas feridas em Curitiba.

Em resposta a senadores petistas que se revezaram na tribuna para criticar Richa e cobrar um posicionamento do PSDB, Aloysio acusou os professores de entrar em confronto com os policiais e afirmou que não há "inocentes neste caso".

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"Não há inocentes neste caso, como o senhor quer apresentar as pessoas que confrontaram a polícia militar como sendo vítimas", disse Aloysio em resposta ao líder do PT no Senado, Humberto Costa.

Segundo o senador tucano, a Polícia Militar do Paraná teve de reagir à tentativa dos manifestantes de invadir a Assembleia Legislativa. Ele afirmou, no entanto, que Richa vai apurar se houve excesso por parte da PM e, caso isso fique comprovado, punir os responsáveis.

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"Confio na ponderação, no espírito democrático, do governador Beto Richa para que ele mande proceder as apurações, com rigor, para que, se houve indícios de excessos que possam ser atribuídos a membros das forças de segurança, eles sejam punidos", disse.

Enquanto ocupou a tribuna, o líder do PT culpou o governador do Paraná pelo confronto e cobrou do presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), uma posição sobre o assunto. "Onde está o senador Aécio Neves? Onde está o democrata, o defensor da boa gestão? Onde está o PSDB para aqui defender o indefensável, defender uma gestão temerária e, acima de tudo, a violência cometida contra os trabalhadores?", disse.

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Antes dele, a petista Gleisi Hoffmann, que é do Paraná, lamentou o episódio e disse que o Estado estava "de luto" pelo que aconteceu. O confronto nesta quinta-feira, 29, foi um dos maiores da história do País envolvendo um grupo de manifestantes e a polícia.

O grupo de professores foi impedido de entrar na Assembleia Legislativa para protestar contra a votação de um projeto que autoriza o governo a usar recursos do fundo de pensão como parte das medidas de ajuste fiscal.

Richa alegou que o confronto foi provocado por black blocs. O governo também considera um número menor de feridos: 61, incluindo 21 policiais militares. Em fevereiro, professores do Estado haviam se mobilizado contra as mudanças no fundo. A greve foi cancelada quando o projeto teve a tramitação suspensa.

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