Alunos de colégio em Higienópolis e familiares de dentista fazem caminhada pela paz hoje
Protesto acontece às 9h30, na zona oeste da capital
São Paulo|Do R7

Acontece neste domingo (9), em São Paulo, a “Caminhada pela Paz”. O ato, organizado por familiares e amigos do dentista Alexandre Peçanha Gaddy, morto após ser queimado por criminosos, terá a participação de alunos e funcionários do Colégio Nossa Senhora de Sion, onde trabalhava o auxiliar de manutenção Eduardo Paiva, assassinado em frente à escola, durante um roubo.
O protesto será na praça Comendador Manuel Mendes Pimenta, na zona oeste da capital. A concentração está marcada para as 9h30.
Avenida Higienópolis
Eduardo Paiva, 39 anos, era auxiliar de manutenção do Colégio Nossa Senhora de Sion, em Higienópolis, bairro nobre no centro de São Paulo. Ele foi morto na manhã de segunda-feira (3), por assaltantes que queriam roubar o dinheiro sacado para a construção da casa. Funcionários da agência bancária em que Eduardo tinha descontado o cheque de R$ 3.000 prestarão depoimento.
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Uma câmera de segurança do colégio filmou o momento em que Eduardo é abordado na calçada pelo carona de uma moto, que chega lentamente. Em seguida, ele é visto ajoelhado. A polícia diz que a arma falhou no primeiro disparo, momento em que o auxiliar de manutenção saiu correndo pelo meio da avenida, onde levou o segundo tiro, que atingiu a cabeça.
São José dos Campos
O dentista Alexandre Peçanha Gaddy, de 41 anos, foi queimado vivo durante um assalto na segunda-feira da semana passada (27). Naquele dia, ele havia ficado até mais tarde para esterilizar equipamentos. O crime aconteceu no consultório em que trabalhava na rua dos Periquitos, na Vila Tatetuba, zona leste de São José dos Campos, cidade a 97 km de São Paulo.
A Polícia Militar foi chamada depois que vizinhos ouviram gritos de socorro da vítima e fogo no interior do estabelecimento. Quando os policiais chegaram, perceberam que havia muita água no chão. Essa foi uma tentativa desesperada de Peçanha em apagar o fogo que atingiu cerca de 60% de seu corpo.
O dentista estava consciente quando a polícia chegou. Ele disse que dois homens entraram no consultório, anunciaram o assalto e, quando ele foi retirar o celular do bolso, jogaram álcool nele. No banheiro, onde o dentista foi queimado, estavam o vidro de álcool e o isqueiro usados no crime.
Logo após o crime, Alexandre Peçanha Gaddy foi levado ao Pronto-Socorro Municipal de São José dos Campos, na Vila Industrial. No dia seguinte, ele foi transferido para o setor de queimados da Santa Casa da cidade onde permaneceu até a quinta-feira da semana passada (30), quando foi novamente transferido, desta vez para o Hospital Albert Einstein, na zona oeste de São Paulo. Ele morreu na última segunda-feira (3).














