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Alunos relatam caso de racismo dentro do Mackenzie

Segundo relato, seguranças seguiram aluno negro e seu irmão pelo câmpus

São Paulo|Do R7, com Agência Record

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O Dafam (Diretório Acadêmico da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo) da Universidade Presbiteriana Mackenzie e o coletivo Afromack, formado por alunos, professores e funcionários negros da instituição, relataram nas redes sociais um caso de racismo a um aluno do CCL (Centro de Comunicação e Letras), e a seu irmão, nesta quinta-feira (17).

O Dafam e o Coletivo Afromack afirmam que os seguranças intimidaram e constrangeram os alunos. Além disso, relatam que não haveria a mesma implicação por parte de segurança com visitantes brancos.


A universidade afirma que foi feita a apuração assim que soube do relato, e nega tratamento diferenciado. Segundo nota enviada ao R7, os procedimentos de entrada na universidade "seguiram exatamente os padrões adotados para todos os visitantes". Afirma ainda que estes procedimentos "não distinguem os visitantes por etnia, credo ou gênero".

Leia mais abaixo a nota na íntegra.


O relato

Segundo o relato, o estudante levou o seu irmão à faculdade, pois ele tinha o interesse de estudar no local. Logo na entrada, o jovem foi barrado pelos seguranças. Somente após insistência e explicações, foi permitida a entrada dele.


Enquanto os irmãos se dirigiam ao Dafam, diversos seguranças os acompanharam de longe. Quando entraram no diretório, outro segurança solicitou novamente a identificação do aluno, onde reafirmou que a entrada de terceiros era vedada na faculdade.

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Ainda de acordo com o relato, no momento em que saíram, havia uma quantidade desproporcional de seguranças os aguardando na porta do diretório. Um segurança comentou ainda com um aluno de arquitetura que estava fazendo aquilo para a segurança dele, um aluno branco.

Em nota, o coletivo Afromack comenta que “o que mais consterna é o fato de que não vemos a mesma implicação por parte do setor de segurança para com visitantes brancos. Fato que evidencia o racismo presente dentro da Instituição.”

Nota da Universidade Mackenzie:

Com relação à visita feita ao Campus Higienópolis da Universidade Presbiteriana Mackenzie, no dia 17 de agosto último por um jovem, acompanhado de seu irmão, membro do Coletivo Afromack, a instituição presta os seguintes esclarecimentos:

Ante a alegação de que teria e havido tratamento alheio às ações rotineiras de segurança, foram adotadas providências imediatas para a apuração do ocorrido. O Setor de Segurança do Mackenzie informa que os procedimentos de ingresso de não alunos na portaria seguiram exatamente os padrões adotados para todos os visitantes.

Quanto à alegação de atitude indevida dos profissionais de segurança no DAFAM – Diretório Acadêmico da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Mackenzie, esclarecemos que foram cumpridos os procedimentos normais de ingresso de visitantes, que incluem o acompanhamento até o local solicitado. No caso em questão, havia sido informado o desejo de conhecer o Campus, contudo, o visitante se dirigiu ao referido Diretório Acadêmico.

Os cuidados com a segurança evidenciam o respeito e a preocupação do Mackenzie com seus alunos, os quais são a principal razão de ser da instituição. Os procedimentos obedecem aos mais modernos e eficazes modelos de proteção e não distinguem os visitantes em todos os campi, por etnia, credo ou gênero.

O Mackenzie não admite preconceito e discriminações de quaisquer espécies. Sempre repudia com veemência comportamentos que firam os preceitos da tolerância e do respeito à dignidade humana.

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