São Paulo Amigos que ajudaram assassino de Rafael Miguel a fugir se contradizem

Amigos que ajudaram assassino de Rafael Miguel a fugir se contradizem

Polícia Civil analisa os depoimentos contraditórios de dois homens que teriam auxiliado o empresário Paulo Cupertino a fugir, após matar o ator e seus pais

  • São Paulo | Do R7, com informações da Record TV

Paulo Cupertino está foragido há um ano após ter matado o ator e seus pais

Paulo Cupertino está foragido há um ano após ter matado o ator e seus pais

Reprodução Record TV

A Polícia Civil de São Paulo investiga as contradições encontradas em depoimentos de duas testemunhas para desvendar o paradeiro do empresário Paulo Cupertino, de 49 anos, indiciado pelas mortes do ator Rafael Miguel, de 22 anos, e dos pais dele, João Alcisio Miguel, de 52, e Miriam Selma Miguel, de 50 anos, em crime ocorrido há um ano, na zona sul de São Paulo. Mais de 300 endereços foram percorridos em dez estados brasileiros e dois países da América do Sul.

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Segundo uma pessoa da família do acusado, o irmão do empresário, Joel Cupertino, se informava sobre os passos do fugitivo com "o cara da pizzaria", identificado como Eduardo José Machado, de 41 anos, proprietário de um estabelecimento comercial situado próximo à casa de Paulo.

O comerciante teria recebido uma ligação de Cupertino logo depois do tiroteio que vitimou o ator e a sua família. Em um primeiro momento, o acusado teria pedido para que Eduardo contratasse um advogado. Horas depois, Paulo Cupertino perguntou se o defensor havia sido contatado e confessou que rinha matado três pessoas. Passados dois dias, teria pedido pediu R$ 5 mil.

Em dois depoimentos prestados à polícia, Eduardo negou ter ajudado Cupertino a fugir e se manter escondido. No entanto, fevereiro deste ano, Wanderley Antunes Ribeiro Senhora, de 54 anos, outro amigo de Paulo Cupertino e apontado como o homem que apresentou o empresário a Eduardo, confessou à polícia que ajudou o assassino em fuga e contradisse a versão apresentada pelo comerciante.

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Wanderley afirmou que a "esposa do Eduardo da pizzaria ligou dizendo que o Paulo Cupertino Matias estava na rodoviária de Sorocaba", cidade em que ele morava na época. O amigo disse também que buscou o empresário na rodoviária e o levou até a sua residência.

No local, Cupertino teria usado o celular da mãe de Wanderley para se comunicar. Em seguida, ele teria tomado um banho e recebido uma camiseta, uma mochila e um casaco cinza do amigo para seguir viagem.

Ainda de acordo com o depoimento, Wanderley teria comprado, em seu nome, uma passagem na rodoviária de Campinas com destino a Ponta Porã (MS). O fugitivo teria embarcado com a carteira de habilitação do amigo, que alega ter auxiliado a fuga porque estaria sob a ameaça de uma arma de fogo.

Indiciamento

O inquérito policial, concluído no início deste mês e ao qual o programa Domingo Espetacular teve acesso com exclusividade, tem mais de 200 páginas com pistas que ainda não foram capazes de levar à prisão de um dos foragidos mais procurados do país. O relatório acusa Paulo Cupertino de triplo homicídio.

De acordo com um depoimento de Joel Cupertino, o empresário havia dito que os pais de Rafael estariam aliciando a filha dele e namorada do ator, Isabela Tibcherani, então com 18 anos, com a promessa de trabalhar na televisão e fazer propagandas. As propostas teria irritado o pai da jovem e seriam o motivo do crime.

Segundo o advogado da família, Joel Cupertino também teria dito "frases ameaçadoras" à esposa do empresário, Vanessa. Uma medida protetiva foi emitida para assegurar que ele não se aproxime da família do irmão - além da mulher e de Isabela, o documento protege também o filho mais novo de Paulo Cupertino, de 14 anos.

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