Após decisão judicial, Governo de SP libera passe livre no Metrô, ônibus e trens no domingo de eleição
Concessão foi anunciada pela gestão Rodrigo Garcia pouco após a Justiça determinar a gratuidade
São Paulo|Do R7, com informações da Agência Record

O Governo de São Paulo anunciou nesta quinta-feira (27) que concederá passe livre no transporte público no próximo domingo (30), dia do segundo turno das eleições, quando os paulistas votarão para presidente e governador. Assim, não haverá cobrança de passagem no Metrô, CPTM, EMTU e demais ônibus intermunicipais de todo o estado ao longo do dia.
O anúncio da gestão Rodrigo Garcia (PSDB) ocorreu minutos após uma determinação judicial pela gratuidade. Segundo o governo, a decisão "foi tomada após análise dos impactos financeiros da medida para o estado". A gratuidade no transporte público estadual custará R$ 11,5 milhões.
“Domingo é o dia da democracia, por isso é justo que todos tenham acesso ao transporte público e possam votar com igualdade de condições. Portanto, catraca livre”, divulgou o governador Rodrigo Garcia.
Decisão
O anúncio foi feito por volta das 17h. Mais cedo, às 16h, a Justiça de São Paulo atendeu pedido da deputada estadual de São Paulo Professora Bebel (PT) para que fosse determinada a gratuidade do transporte.
O juiz Josué Pimentel, da 8ª Vara da Fazenda Pública, avaliou que havia demora do governo estadual em se manifestar sobre os pedidos de gratuidade. Diversos entes federativos já haviam deliberado pela concessão do passe livre. A Prefeitura de São Paulo, por exemplo, anunciou a concessão do benefício na segunda-feira (24).
"Anote-se que o alto índice de abstenção constatado no primeiro turno das eleições pode, efetivamente, ter sido resultado da situação de miserabilidade pela qual passa grande parte da população do Estado, principalmente na periferia desta capital", afirmou o magistrado em sua decisão.
Também mais cedo, uma outra decisão da Justiça negou concessão de liminar pela gratuidade do transporte público que havia sido solicitada por uma representante do Psol.
No estado, quase 7,5 milhões de pessoas deixaram de votar no primeiro turno, o que representa 21,61% de abstenções. O número é próximo da média histórica, com exceção das eleições de 2020, ocorridas durante a pandemia de Covid-19, quando 27% do eleitorado se absteve.














