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Após incêndio no RJ, museus de SP investem em câmeras e vigilância

Para especialistas, segurança preocupa mais em museus fora de São Paulo. Instituições com arquivos em papel devem reforçar cuidados

São Paulo|Do R7

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Pinacoteca investe 6% da verba em segurança
Pinacoteca investe 6% da verba em segurança

Para evitar tragédias como a que ocorreu no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, museus paulistas investem na vigilância dos espaços 24 horas, na instalação de câmeras de segurança e detectores de fumaça, e na revisão periódica de alarmes e sistemas anti-incêndios.

A Pinacoteca, o museu mais antigo da cidade, fundado em 1905 pelo governo do Estado, mantém como obrigação, em contrato, investir 6% da verba em segurança. "Nos últimos 12 anos temos feito investimento regular em tecnologia, equipamento e no treinamento de pessoas", diz o diretor financeiro da instituição Marcelo Dantas.

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Segundo Dantas, os três itens citados são fundamentais para evitar incêndios no museu. A Pinacoteca também conta com uma central de monitoramento com mais de 150 câmeras e com detectores de fumaça. Se um detector é acionado, rapidamente, pelas câmeras, é possível ver a origem do fogo. "As equipes, então, já fazem o diagnóstico." A instituição tem ainda diferentes tipos de extintores de incêndio, mas evita os chamados sprinklers, que podem danificar as obras.

Procurado após o incêndio no Museu Nacional, o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp) informou que a brigada de incêndio da instituição conta com sete bombeiros 24 horas, sete dias por semana, nas suas dependências, além de 18 seguranças que se revezam no monitoramento do edifício.

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Os hidrantes, extintores e alarmes, segundo a instituição, são constantemente checados e as instalações elétricas, revisadas com frequência. "Recentemente, trocamos os alarmes contra incêndio e, neste momento, estamos trocando as portas corta fogo", diz o Masp, por meio de nota.

O Masp afirma que recebeu dos bombeiros, em 2008, a classificação de baixo risco de incêndio, uma vez que não armazena grandes quantidades de materiais combustíveis pois a edificação é constituída basicamente de concreto e vidro. Em museus que sofreram incêndios recentemente, as estruturas eram, em grande parte, de madeira.

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Segurança

Para especialistas, a segurança preocupa mais em museus fora de São Paulo. A consultora de arte brasileira Bianca Cutait, membro de 17 museus pelo mundo, cita que o Museu de Arte do Rio de Janeiro (Mar) possui uma rachadura preocupante. Para a professora Maria Eleutério, da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), instituições com arquivos em papel devem reforçar os cuidados. "A Biblioteca Nacional, por exemplo, tem acervo combustível."

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