Após protesto no centro de São Paulo, secretário promete receber MTST na próxima semana
Grupo tentou invadir o prédio da prefeitura durante a manifestação
São Paulo|Da Agência Brasil

Após protesto de cinco horas, que terminou na praça da República, o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) conseguiu uma resposta do poder público. Segundo Guilherme Boulos, coordenador nacional do movimento, foi agendada uma reunião para a próxima terça-feira (22) com a secretário de Relações Governamentais da prefeitura, João Antonio da Silva Filho.
Boulos disse que nenhum representante do governo municipal quis negociar nesta quinta-feira (17) por causa das vidraças quebradas do prédio da prefeitura durante o protesto. Por volta das 11h, um grupo de manifestantes tomou a frente do protesto e quebrou vidros do prédio. Grades foram baixadas e comerciantes da redondeza fecharam as portas com medo de atos de vandalismo. A Tropa de Choque se posicionou, mas não houve confronto. Para sinalizar que o ato era pacífico, integrantes do movimento deram as mãos, fazendo um cordão para proteger o edifício.
Em nota, a prefeitura de São Paulo informou que repudia a tentativa de invasão da sede e as ações violentas que ocorreram durante o protesto na manhã de hoje. “A administração municipal reitera que mantém diálogo permanente com os movimentos de moradia da cidade, desde que respeitadas as regras democráticas e pacíficas. O grupo organizador do protesto de hoje, ligado ao Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, já foi recebido pela prefeitura na última terça.”
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Segundo a prefeitura, três guardas civis metropolitanos ficaram feridos. Um inspetor teve um corte na mão direita, outro sofreu hematomas na perna esquerda e um guarda está com inchaço no pescoço em decorrência de uma paulada. As vidraças de três entradas principais do prédio da prefeitura foram quebradas.
O protesto começou às 9h, na praça Ramos de Azevedo, em frente ao Teatro Municipal. Depois, os manifestantes caminharam até a sede da prefeitura. Em seguida, eles seguiram em passeata, acompanhados pela Tropa de Choque da Polícia Militar, pelo centro até a Praça da República, onde o movimento se dispersou.
No protesto desta quinta-feira, os manifestantes tinham como pauta principal uma solução para 350 famílias que vivem na ocupação Dona Deda, no bairro Parque Ipê, na região do Campo Limpo. Eles pedem que a prefeitura não autorize o despejo das famílias até a reunião marcada para terça-feira.













