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Após rebelião, familiares reclamam de maus-tratos a presos em SP

A Secretaria da Administração Penitenciária nega que haja maus-tratos e afirmou por meio de nota que "todos são tratados com respeito e dignidade"

São Paulo|Márcio Neves, do R7

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Após o fim da rebelião, presos foram reunidos no pátio da unidade para inspeção
Após o fim da rebelião, presos foram reunidos no pátio da unidade para inspeção

Familiares e advogados de detentos do presídio de Lucélia, a 600 km da capital paulista, afirmam que após a rebelião ocorrida em 26 de abril, não conseguem ter notícias sobre as condições dos presos que permaneceram na unidade e que eles estariam em situação degradantes e sendo agredidos na unidade.

Os familiares afirmaram ao R7 que os presos estariam em condições precárias, dormindo no chão, com alimentação fracionada e sendo agredidos como punição por terem feito a rebelião.

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"Quando fomos até o presídio unidade, escutamos presos gritando e pedindo ajuda", afirmou a esposa de um dos detentos, que não quis se identificar.

A SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) nega que haja maus-tratos e afirmou por meio de nota que "está prestando todas as informações sobre os presos" e que "nenhum preso sofreu agressão e todos são tratados com respeito e dignidade".

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Cozinha do presídio foi destruída durante a rebelião
Cozinha do presídio foi destruída durante a rebelião

A pasta disse ainda que "o fornecimento de alimentação na unidade está ocorrendo normalmente pois, apesar da cozinha ter sido danificada durante a rebelião, a comida está sendo preparada na cozinha das Penitenciárias de Pracinha e Osvaldo Cruz e encaminhada para a unidade prisional".

No presídio de Lucélia havia cerca de 1.820 detentos, mas tinha capacidade para 1.440. Ao menos 900 presos continuam no local, mesmo com boa parte do presídio danificado.

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Advogados com clientes presos na Penitenciária de Lucélia também afirmaram que não conseguem visitar seus clientes no presídio e que a Justiça estaria ignorando os pedidos de autorização para visitas e pedidos de realização de exames de corpo delito, para verificar as condições de saúde desses presos que permaneceram na unidade.

"Recorremos ao juiz corregedor de Presidente Prudente, que prometeu avaliar a situação, mas uma semana se passou e ninguém responde nada e os pedidos continuam pendentes na Justiça", afirmou a advogada Edivane de Lemos, que tem ao menos 5 clientes detidos no presídio de Lucélia.

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Unidade prisional ficou completamente destruída
Unidade prisional ficou completamente destruída

Sobre os pedidos de visitas dos advogados, a SAP afirmou que "o local destinado para esse serviço, conhecido como parlatório, foi danificado pelos presos durante o ato do dia 26/04. Sendo assim, no momento a unidade não consegue disponibilizar o acesso ao grupo de profissionais por não possuir, em boas condições, o local que propicia a devida segurança aos presos, funcionários e advogados".

Procurado, o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) afirmou por meio de nota que "foi instaurado procedimento próprio pela Corregedoria de Presídios para apurar a rebelião"e que os "pedidos deduzidos por defensores e/ou terceiros, todos eles foram e serão decididos no prazo legal".

A Defensoria Pública de São Paulo também foi procurada, mas até a publicação desta matéria, não retornou os contatos.

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