São Paulo Ar quente e seco predomina no estado SP nos próximos dias

Ar quente e seco predomina no estado SP nos próximos dias

Estado entra em alerta por conta baixa umidade do ar, o que pode ocasionar também um crise hídrica devido a escassez de chuvas

  • São Paulo | Isabelle Amaral,* do R7

Massa de ar quente poderá gerar novos recordes de maior temperatura do inverno

Massa de ar quente poderá gerar novos recordes de maior temperatura do inverno

Reprodução/Clima Tempo - 18.08.2021

Uma grande massa de ar quente e seco predomina sobre o Brasil e impede a ocorrência de chuva em muitos estados brasileiros, incluindo São Paulo. De acordo com o Clima Tempo, a previsão é que as temperaturas fiquem em torno dos 30°C, podendo chegar a 36°C em algumas regiões no interior estado.

Essa massa de ar quente poderá gerar novos recordes de maior temperatura do inverno e do ano de 2021. A previsão é que esses recordes aconteçam em São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, que podem registrar temperaturas acima dos 28°C nos próximos dias, a mais alta durante este inverno.

A umidade relativa do ar vai ficar abaixo dos 20% nas horas mais quentes, por isso, o estado entra em situação de alerta. Essa baixa umidade do ar no inverno pode prejudicar a saúde trazendo complicações alérgicas e respiratórias.

Além disso, a elevação de temperatura pode causar um aumento do potencial de incêndio em pastagens e florestas.

Alerta para crise hídrica

O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) publicou na quinta-feira (27) um alerta sobre a possibilidade de crise hídrica em razão da escassez de chuvas na região hidrográfica da Bacia do Paraná, que abastece cinco estados brasileiros (São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Goiás e Mato Grosso do Sul) entre os meses de junho e setembro deste ano.

É o primeiro alerta dessa natureza em 111 anos de serviços meteorológicos do país.

Atualmente, o Sistema Canteira, por exemplo, que abastece cidades da Grande São Paulo, opera com o menor volume útil registrado desde a crise hídrica de 2013, quando atingiu 57,1% de capacidade ocupada. Nesta terça-feira (17), o nível estava em 39,2%, segundo o Portal dos Mananciais da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).

Para o professor de engenharia hídrica da Universidade Mackenzie, Antonio Eduardo Giansante, a solução para este problema é a revegatação (reflorestamento em áreas degradadas) na região do Sistema Cantareira para manter a água das chuvas no reservatório.

"Precisamos manter essa água dentro do sistema Cantareira. Não só dentro da represa. Precisamos revegetar. Cada árvore facilita muito a entrada de água da chuva no solo. Essa água é uma reserva muito grande e que vai ajudar a perenizar os rios e represas quando estiver chovendo menos", avalia o professor.

O nível é também o mais baixo se comparado com os mananciais que abastecem a Grande São Paulo: Alto Tietê (46,6%), Guarapiranga (51,1%), Rio Claro (45,0%), São Lourenço (58,4%), Cotia (60,6%) e Rio Grande (68,3%). O volume armazenado na região é de 45,3%.

*Estagiária sob supervisão de Ingrid Alfaya

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