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Ativista aparece em público pela primeira vez após prisão em protesto

Fabio Hideki participou de assembleia de funcionários na USP

São Paulo|Do R7

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Hideki ficou preso por 45 dias sob acusação de porte de material explosivo, mas laudo mostrou que não eram bombas
Hideki ficou preso por 45 dias sob acusação de porte de material explosivo, mas laudo mostrou que não eram bombas

O estudante e servidor da Universidade de São Paulo (USP) Fabio Hideki apareceu nesta segunda-feira (11), em público pela primeira vez desde que saiu da prisão, na quinta-feira passada. Ele foi à assembleia de funcionários da instituição, no vão livre do prédio do curso de História da USP.

No evento, os funcionários discutiam os pontos de continuação da greve contra a falta de reajuste de salários para professores e funcionários da USP. Hideki foi recepcionado com fogos e aplausos. Os funcionários da universidade gritavam "Hideki é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo".


O estudante agradeceu às pessoas que o ajudaram no período em que esteve preso e disse que o apoio foi fundamental para a soltura dele. Disse ainda que não poderia citar todos os nomes, para não ser injusto. E agradeceu especialmente aos advogados que o ajudaram em sua soltura e que estão trabalhando para a soltura de outros manifestantes ainda presos.

Receoso, Hideki disse que teria "cuidado" em seu primeiro discurso público. No ato, ainda deu a entender que havia policiais à paisana, em busca de informações sobre ele.


— Vocês sabem que, se deixar, eu falo muito, mas eu vou tomar cuidado, pois eu sei que isso aqui é uma declaração pública. Antes de mais nada, eu queria dar um tchau para os P2 (policiais do setor de inteligência da Polícia Militar)". Os P2 estão doidos para anotar o que eu estou falando.

Liberdade


Hideki foi libertado na quinta-feira, após 45 dias de prisão. Ele e o professor de inglês Rafael Lusvarghi, de 29 anos, foram detidos no dia 23 de junho em uma manifestação na Avenida Paulista, no centro, sob a acusação de "porte de explosivos, associação criminosa e incitação à depredação do patrimônio público".

No entanto, laudos do Instituto de Criminalística e do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) mostraram que os artefatos achados pela Polícia Civil com os dois não eram explosivos.


Na quinta, o juiz Marcelo Matias Pereira, da 10ª Vara Criminal do Fórum da Barra Funda, entendeu que a falta de comprovação de que eles portavam explosivos "fragilizou" a necessidade de manter a dupla encarcerada e eles foram libertados.

Greve

Na assembleia, os funcionários votaram pela continuação da greve na universidade. Eles afirmaram que terão uma reunião na próxima quarta-feira com o reitor da USP, Marco Antonio Zago, para negociar a devolução dos salários cortados pelos dias de paralisação. Eles agendaram ainda um ato público, na quinta-feira, que deve ir da Cidade Universitária, no Butantã, na zona oeste, até o Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, zona sul.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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