Ato de estudantes acaba em confronto com a PM no centro de São Paulo
Ato era contra os cortes na educação e pela investigação de denúncias de verba da merenda
São Paulo|Do R7

Após a liberação da última escola técnica de São Paulo ocupada, alunos da USP, estudantes de escolas técnicas e secundaristas fizeram na quarta-feira (18) um protesto unificado no centro da capital que terminou em confronto com a polícia. O ato contra os cortes de verbas na educação do Estado e pela investigação de denúncias envolvendo desvio de recursos da merenda escolar começou às 17h na avenida Paulista. Na sequência, o grupo — de 2.000 pessoas, segundo os organizadores — marchou na direção da praça da República, onde fica a Secretaria da Educação.
Por volta das 21h, na altura do Edifício Copan, teve início o confronto. De acordo com a Rádio CBN, policiais militares tentavam revistar um dos manifestantes quando começou a confusão. A polícia usou spray de pimenta e cassetetes e os estudantes revidaram soltando rojões, na esquina da avenida Ipiranga com a praça da República. Pelo menos seis estudantes foram detidos.
A fotógrafa Gabriela Biló, do jornal O Estado de S. Paulo, relatou que um policial tentou arrancar sua câmera e, em seguida, recebeu um jato de spray de pimenta no rosto.
— Foi no momento em que um estudante foi preso e a polícia formou um cordão em volta dele.
O fotógrafo André Lucas Almeida, da agência Futura Press, também sofreu com spray de pimenta e golpes de cassetete e teve seu notebook quebrado por PMs.
— Os policiais começaram a agredir todo mundo a esmo.
Nenhum representante da Secretaria da Segurança foi encontrado para falar sobre o assunto na noite de quarta-feira.
Desocupação e CPI
A última Etec foi desocupada por estudantes na terça-feira (17). Segundo o Centro Paula Souza, a Etec Abdias do Nascimento, em Paraisópolis, zona sul de São Paulo, foi liberada voluntariamente. Na quarta-feira, houve vistoria e as aulas ficaram suspensas.
Já o pedido de uma CPI da Merenda passou nas comissões temáticas da Assembleia e agora precisará ser aprovado por pelo menos 48 deputados no plenário da Casa. A votação deve ocorrer na terça.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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