São Paulo Avô é suspeito de tortura após neta ser internada em hospital de SP

Avô é suspeito de tortura após neta ser internada em hospital de SP

Hospital Estadual de Francisco Morato acionou o Conselho Tutelar depois de receber a criança com hematomas, queimaduras e ossos quebrados

  • São Paulo | Elizabeth Matravolgyi e Letícia Assis, da Agência Record

Hospital Estadual de Francisco Morato, onde criança foi internada

Hospital Estadual de Francisco Morato, onde criança foi internada

Reprodução/ Google Maps

Uma menina apenas 4 anos foi internada neste domingo (22) em estado gravíssimo na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Estadual de Francisco Morato, sob risco de morte, após ter tido partes do corpo mutiladas, queimadas e ossos quebrados.

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O avô da criança e sua mulher são investigados pela Polícia Civil de São Paulo, por abandono de incapaz, suspeitos também de terem torturado a menina. O Conselho Tutelar de Caieiras tomou conhecimento do caso após um médico do pronto-socorro da cidade ter acionado a Guarda Civil Metropolitana, que entrou em contato com o órgão.

Na unidade, a menina estava acompanhada da mulher do avô, que não queria levá-la ao hospital. A irmã dela foi quem levou a criança, após ver a situação em que ela estava.

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Segundo relatos dos médicos ao Conselho Tutelar, a menina não sobreviveria mais de uma semana neste estado. Eles também afirmaram que a tortura ocorre há alguns meses.

O Conselho acionou a Delegacia Seccional de Francisco Morato, que registrou a ocorrência na Delegacia de Caieiras como abandono de incapaz. No entanto, o Conselho Tutelar e o MP-SP (Ministério Público de São Paulo) entendem que trata-se de um caso de tortura e de tentativa de homicídio, e não apenas maus tratos.

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O avô da criança e sua mulher, principais suspeitos de terem torturado a criança, foram presos mas pagaram uma fiança de R$ 2.000 cada e respondem o inquérito em liberdade.

O avô é quem tinha a guarda provisória da menina desde o dia 9 de abril deste ano. A guarda estava vencida e não havia sido renovada. O Conselho acredita que os atos de tortura começaram no início do ano.

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O Conselho ainda enfrenta dificuldades em encontrar os pais ou qualquer outro parente da criança. O MP-SP já se manifestou a favor de que a menina, após sair do hospital, seja encaminhada para um abrigo municipal e não volte para casa.

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