Baixa efetividade é o pior problema das forças policiais no Brasil, argumenta especialista
‘Crimes de Maio’, desencadeados por ação do PCC, completam 20 anos; maioria das denúncias foi arquivada
São Paulo|Do R7, com RECORD NEWS
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A maioria das 32 denúncias sobre a onda de violência que paralisou São Paulo em maio de 2006 foi arquivada e apenas 11 terminaram em condenação. Na ocasião, uma série de atentados ordenada pelo PCC (Primeiro Comando da Capital), em resposta à transferência de líderes da organização para um presídio de segurança máxima, deixou 564 mortos.
O governo do estado diz que não houve omissão ou inércia e afirma ter apurado todas as ocorrências. Em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira (12), no entanto, o coordenador da Escola de Segurança Multidimensional da USP, Leandro Piquet, argumenta que a baixa produtividade é o pior problema e o grande desafio das forças policiais.

“De uma maneira geral, nós temos um grande déficit em termos de capacidade de investigação de homicídios no país. [...] Sem isso, o trabalho policial não tem efetividade. Ele não entrega o resultado básico, que é a responsabilização de quem cometeu o crime, a denúncia, o julgamento e eventual condenação. Acho que esse é um processo básico.”
Ele ainda destaca dados que indicam a participação de agentes policiais em uma porção dos crimes. “Claro, o levante de 2006 foi um ataque perpetrado pelo crime organizado, mas esse conjunto de mortes, assassinatos, foi também de responsabilidade de uma resposta das polícias a esses ataques” — um gargalo que precisa ser resolvido com urgência, conclui.
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