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Banco de imagens 3D para desaparecidos é elogiado por ativista

Vera Lúcia Ranu diz que laboratório é ponto positivo de projeto do Estado para localizar pessoas

São Paulo|Ana Cláudia Barros, do R7

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Vera Lúcia Ranu, da ONG Mães em Luta, afirma que, das propostas apresentadas há três anos, na época do lançamento do “Programa São Paulo em Busca das Crianças e dos Adolescentes Desaparecidos”, o que realmente está funcionando é o laboratório de Artes Forense, implementado em dezembro de 2013.

É no laboratório que se realiza a progressão de idade em 3D (terceira dimensão), tecnologia que, no caso do desaparecimento de crianças, torna-se um grande aliado.


São utilizadas técnicas de estudo de hereditariedade e comparação com parentes da vítima, projetando a imagem de como estaria a fisionomia do desaparecido com o passar do tempo. O trabalho é realizado no setor de inteligência do DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), na capital.

Fotos


Vera Lúcia, porém, afirma que são recorrentes as situações em que a progressão de idade deixa de ser realizada porque as famílias não dispõem de fotografias antigas.

— Nem todas as famílias têm fotos antigas da pessoa desaparecida. E o trabalho do laboratório é baseado em fotos antigas dos pais, irmãos. Não tem como pegar uma foto e só fazer o envelhecimento. Se por um lado o governo é um tanto omisso, por outro, algumas famílias também são. Quando começou o programa, mandei um monte de gente para lá. Só que muitos acham que é chegar lá, fazer na hora e pronto. O processo é lento. É um estudo.


Na avaliação do advogado Ariel de Castro Alves, membro da coordenação em São Paulo do Movimento Nacional de Direitos Humanos, o trabalho é importante, mas não pode se concentrar apenas no DHPP.

— Acho que em pouquíssimos casos foi realizada a progressão (3D). Há situações que ocorrem no interior, na região metropolitana. Não dá para uma delegacia única da capital cuidar das apurações e da realização de procedimentos específicos. Cada delegacia seccional precisaria ter um departamento que tratasse da investigação de desaparecimento de pessoas ou, pelo menos, ter delegacias especializadas da criança e do adolescente vinculadas às seccionais, que tivessem uma investigação prioritária desses casos.


A Secretaria de Estado da Segurança Pública afirma que, “além da abertura do laboratório, foi criado um banco de dados que possibilita a inserção automática de todos os boletins de ocorrências de desaparecimento de crianças e de adolescentes e o compartilhamento de informações com diversos órgãos públicos e privados, como os conselhos tutelares, Fundação Casa, aeroportos e polícias rodoviárias”

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