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Bancos devem arcar com prejuízo de transações feitas em celulares roubados? Entenda

‘Gangue do quebra-vidro’ movimentou cerca de R$ 915 mil por meio de aparelhos furtados em São Paulo

São Paulo|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A "gangue do quebra-vidro" roubou mais de 35 mil celulares em São Paulo entre janeiro e julho de 2025.
  • Criminosos acessavam informações sensíveis, como serviços bancários, através de celulares desbloqueados.
  • Estima-se que a gangue movimentou cerca de R$ 950 mil com as transações fraudulentas.
  • Bancos devem arcar com os prejuízos caso haja acesso de terceiros às contas bancárias.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A “gangue do quebra-vidro”, descoberta e desmantelada após o roubo do celular de um procurador de Justiça de São Paulo, tinha como principais alvos motoristas que utilizam aplicativos de navegação com os dispositivos no painel.

Ao entrar nos aparelhos desbloqueados, os criminosos tinham acesso facilitado a aplicativos sensíveis, como de serviços bancários.


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Entre janeiro e julho de 2025, mais de 35 mil celulares foram roubados ou furtados em São Paulo, segundo o especialista em direito digital Flávio D’Urso.

O especialista aponta que a chamada “gangue do quebra-vidro” movimentou cerca de R$ 915 mil por meio de celulares roubados. “Ao terem esses aparelhos desbloqueados, eles têm acesso a inúmeras informações, inclusive como o seu e-mail, os seus SMS que também são utilizados para recuperação de senhas e muitas vezes possibilitam o acesso às suas contas bancárias”, diz.


D’Urso orienta que, para diminuir os riscos, pode-se adicionar bloqueios de tempo ou atribuir senhas ao acesso de aplicativos. “Isso pode lhe auxiliar e pode evitar que esses criminosos consigam acessar sua informação.”

Caso os criminosos acessem as contas bancárias, os bancos devem arcar com os prejuízos financeiros. “Se há um acesso de terceiro à sua conta, há uma jurisprudência majoritária que entende que os bancos, por essa falha nesse controle de trânsito de dinheiro, de valores, são responsáveis”, completa o especialista.

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