Bebê morto engasgado em escola não tinha refluxo, segundo pediatra
Declaração foi assinada por médico da criança, informa advogado
São Paulo|Do R7, com Agência Record

O advogado dos pais do bebê de cinco meses, morto após engasgar com leite no colégio Maria José, informou que conseguiu, nesta sexta-feira (14), uma declaração médica afirmando que a criança não sofria de refluxo. Segundo Edson Kimippil, o documento é assinado pelo pediatra que acompanhou o menino desde o nascimento.
De acordo com o advogado, na declaração, o médico informou ainda que o bebê era saudável e que não apresentava qualquer problema de saúde.
A alegação de que a criança sofria de refluxo partiu da instituição de ensino. Segundo Kimippil, o colégio teria se baseado na afirmação de uma enfermeira.
— A escola alegou que os pais deixaram de informar que o bebê tinha refluxo, mas, na verdade, ele não tinha. Quem falou sobre o refluxo foi uma enfermeira da própria escola, o que torna as coisas ainda mais complicadas.
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Para o advogado, a profissional não estaria apta a fazer o diagnóstico e não teria isenção, devido ao vínculo com o colégio.
Na avaliação de Kimippil , o que a instituição de ensino apresentou foi “absolutamente precipitado e sem critério”.
Verdade
O advogado pregou a prudência e destacou que a família não quer “agir de forma leviana”. Segundo enfatizou, os pais da criança querem, sobretudo, descobrir o que realmente aconteceu.
— A família quer a verdade. A verdade que foi encoberta com as declarações da escola. Ao invés de a escola se prontificar a ajudar a família — em nenhum momento aconteceu isso —, ela fez o contrário, no sentido de apontar a responsabilidade, de ir contra os pais em um momento de luto e de dor. É engraçado alguém se defender sem ser acusado. Isso causa estranheza.
Kimippil destacou que o exame necroscópico será importante para o esclarecimento do caso, que é investigado no 77º Distrito Policial. A declaração do pediatra do bebê será anexada ao inquérito.
O advogado da escola, localizada no bairro Campos Elíseos, região central da cidade de São Paulo, comentou que a instituição mantém a posição de não criar conflito com a família. João Ibaixe destacou que o colégio sempre se solidarizou com os pais do bebê e que os procedimentos realizados dentro da escola foram corretos.
Assista ao vídeo:
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