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Bebês contaminados em hospital de Campinas ainda precisam de tratamento

Ao menos 17 crianças desenvolveram tuberculose em razão do surto em hospital

São Paulo|Do R7

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Até completar dois anos, o bebê Carlos Eduardo, de 11 meses, terá de passar trimestralmente por consultas para checar se a tuberculose que contraiu no Hospital e Maternidade Madre Theodora, um dos mais modernos de Campinas, ainda ameaça sua saúde.

Hoje, a doença é um intruso em seu organismo, um inimigo contido pelos remédios que ele têm de tomar rigorosamente todos os dias: dois antibióticos — no começo do tratamento, eram três. Isso, afora a maratona de consultas mensais a que tem de ser submetido, uma disciplina impossível de ser assimilada por quem ainda nem sequer anda com as próprias pernas.


Cadu faz parte do primeiro grupo de recém-nascidos diagnosticados com tuberculose na cidade do interior paulista, em setembro. Ele nasceu em março e, antes de começar o tratamento sofreu febres constantemente e crises de tosse. Depois de vários diagnósticos errados, foi identificado como um dos 17 bebês que desenvolveram a doença em razão do surto no hospital, como conta a mãe de Cadu, Iandara Severino, de 28 anos.

— Hoje ele é outra criança. Engordou, passou a brincar. Mas, quando vamos ao médico, às vezes ficamos das 8h até as 11h esperando a consulta. Deveríamos ter um atendimento especial, pois fomos vítimas do hospital.


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Como ela, a mãe de Igor, de um ano, Juli Amaral, de 34 anos, afirma que sua família é vítima do hospital. O bebê nasceu em janeiro e foi diagnosticado erroneamente com pneumonia três vezes, antes da descoberta da tuberculose.


— Choramos muito, passamos muitas noites desesperados até descobrirmos que era tuberculose.

Igor ainda teve uma reação aos medicamentos do tratamento.


— Apareceram pintas vermelhas na pele, nos pés, na cabeça.

Mas o bebê vai ter de conviver até o fim do tratamento com a reação.

— Ele se coça e chega a sair sangue. Mas não pode deixar de tomar o remédio.

Assista ao vídeo:

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