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"Brasil vive um verdadeiro apartheid social", afirmam movimentos 

Texto é assinado pelo MTST, Periferia Ativa e Resistência Urbana 

São Paulo|Do R7

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Integrantes de movimentos sociais reunidos nesta quinta-feira (16)
Integrantes de movimentos sociais reunidos nesta quinta-feira (16)

O "rolezão" organizado pelo MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) junto com o Movimento Periferia Ativa e a Resistência Urbana, reuniu manifestantes nos shoppings Jardim Sul e Campo Limpo, ambos localizados na zona sul de São Paulo, no final da tarde desta quinta-feira (16).

Foi em frente à entrada principal, com silêncio e atenção dos que estavam presentes e, em frente à barreira de seguranças que uma das coordenadoras do MTST, Jussara Basso, leu em voz alta, sem ajuda de microfone, um manifesto dos integrantes. Leia o texto na íntegra: 

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"Manifesto contra o racismo, o preconceito e a discriminação e em defesa da população pobre e negra da periferia

Nós, trabalhadores, sem tetos, mulheres, jovens, pobres e negros moradores da periferia da Grande São Paulo, estamos reunidos hoje aqui em frente ao Shopping Center Jardim Sul em protesto contra a discriminação e a violência despendida por este e por outros shoppings de São Paulo aos jovens, pobres e negros da periferia de São Paulo.

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Muitos de nós já nos sentimos diariamente discriminados por essa sociedade que não nos permite acessar os meios de consumo básicos para uma vida digna. Assim como nos relegam o acesso aos serviços básicos públicos de qualidade como saúde, educação, moradia, saneamento básico e transporte, que se encontram casa dia mais caros, precários e decadentes.

Agora nos discriminam, impedindo nosso acesso aos centros comerciais, estigmatizando a juventude por sua aparência, por sua cor e pela roupa que usa. Tudo isso utilizando-se da violência por parte dos seguranças e da policia militar.

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Não podemos aceitar que passadas mais de um século do fim da escravidão e de décadas dos fim da ditadura militar, o povo pobre da periferia continue sendo obrigado a conviver com a discriminação e com a violência.

O Brasil vive um verdadeiro apartheid social, onde uns poucos têm acesso a todos os bens de consumo, enquanto a grande maioria mal consegue satisfazer suas necessidades básicas. As liminares impedindo o livre trânsito dos jovens aos shoppings trás à vista de todos o quão hipócrita e racista é a sociedade do consumo.

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Por isso estamos aqui para deixar claro aos donos dos shoppings que não aceitaremos ser barrados e estigmatizados pela nossa condição social, pela nossa cor, pelas nossas vestes ou por nosso local de moradia.

MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto)

Periferia Ativa – Comunidades em Luta

Resistência Urbana – Frente Nacional de Lutas"

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