Brasileira é barrada em voo para Bali após piada do pai sobre terrorismo
Jovem iria apresentar trabalho de conclusão de curso em congresso internacional
São Paulo|Do R7, com Agência Record

Uma brasileira foi impedida de embarcar para Bali, na Indonésia, no último domingo (25), depois que o pai fez uma piada sobre terrorismo. O incidente ocorreu no aeroporto de Cumbica.
Thais Buratto da Silva, de 24 anos, iria participar do 6º Congresso anual da "Parceria dos Serviços Ecossistêmicos". As passagens, que custaram R$ 6.030, foram pagas pela USP (Universidade de São Paulo).
A confusão começou quando Thais e pai, o economista Renato Camargo da Silva, realizavam todos os procedimentos requisitados pela companhia aérea Qatar. Thais viajaria sozinha. Na fila do check-in, antes do embarque do voo 922, Silva fez uma brincadeira depois de a jovem passar por questionamentos de rotina com um agente da Qatar.
— Falei no pé do ouvido da minha filha, uma coisa deste tipo: “Ainda bem que não descobriram que você é uma terrorista!".
A frase foi ouvida pelo funcionário da companhia aérea, que acionou um supervisor. Thais, sem explicações, foi retirada da fila e teve o passaporte temporariamente retido.
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Depois, a jovem foi informada pelos funcionários de que não entraria no voo por questões de segurança. Segundo a empresa, um dos atendentes escutou que eles teriam uma bomba na bagagem. Neste momento, segundo Silva, a filha se prontificou em viajar sem dinheiro e sem as malas, mas foi impedida.
— A supervisora informou que minha filha nunca mais iria viajar pela Qatar. Não sei por que tanta agressividade por conta de uma brincadeira.
Diante da recusa no embarque, Thais e o pai fizeram o comunicado do mal-entendido junto à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). De acordo com Silva, eles pretendem entrar com uma ação contra a empresa, já que, toda a bagagem foi revistada e nada de suspeito foi encontrado.
Qatar
Em nota, a Qatar Airways disse que "a segurança de nossos passageiros e tripulação é prioridade número um na Qatar Airways. Ontem, por razões de segurança uma passageira teve embarque não autorizado. Nossos funcionários seguiram nossa política de segurança na qual a tolerância é zero."
Anac
A Anac informou que não vai se pronunciar sobre o caso até o fim de um processo que vai apurar os fatos. O órgão ainda frisou que existe o Programa Nacional de Segurança da Aviação Civil contra Atos de Interferência Ilícita, que "apresenta definição de passageiro indisciplinado como sendo o passageiro que não respeita as normas de conduta em um aeroporto ou a bordo de uma aeronave ou que não respeita as instruções do pessoal de aeroporto ou dos membros da tripulação e, por conseguinte, perturba a ordem e a disciplina". Uma normativa da Anac também autoriza as companhias aéreas, em determinados casos e conforme previsto em suas políticas próprias, impedir o embarque do passageiro.















