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Burocracia emperra instalação de câmeras em marginais de SP

Prometida para junho de 2012, colocação de 82 câmeras ainda não tem prazo para ser concluída

São Paulo|Do R7

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Mulher é estuprada por falso mecânico após carro quebrar na marginal Tietê na semana passada
Mulher é estuprada por falso mecânico após carro quebrar na marginal Tietê na semana passada EDU SILVA/ESTADÃO CONTEÚDO

Prometido para junho do ano passado, o projeto de instalação de 82 câmeras de monitoramento nas marginais Pinheiros e Tietê ainda não tem prazo para ser concluído. Nesse período, crimes de repercussão ocorreram no local. A PM aponta o excesso de burocracia municipal como uma das causas do atraso.

A prefeitura, no entanto, diz que recebeu há apenas 20 dias o primeiro relatório da PM com informações sobre os equipamentos. Havia pendências importantes e os dados complementares que faltavam para a concessão das autorizações chegaram apenas no dia 28 de maio. O Convias (Departamento de Controle das Vias Públicas) ainda analisa as respostas da PM.

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Na segunda-feira (3), o comandante da Polícia Militar, Benedito Roberto Meira, vai se reunir com representantes da prefeitura e com a empresa vencedora da licitação para tentar compreender os gargalos do projeto e acelerar a instalação. Este ano, a PM já havia prometido a instalação dos equipamentos primeiro para fevereiro. Depois, para junho.

Meira, no entanto, preferiu não cravar a data de entrega. Na reunião, o comandante quer entender as dificuldades que emperram o processo.

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— Eu chamo essa reunião de acareação. A gente precisa entender o que está emperrando a execução do projeto para resolver a situação.

Mulher é estuprada por falso mecânico após carro quebrar na marginal Tietê

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O atraso para a instalação das câmeras começou já no processo de licitação, quando uma das empresas derrotadas entrou com uma ação contra a vencedora, retardando o começo das conversas entre Estado e Município. O diálogo entre as partes só avançou a partir de dezembro do ano passado, quando Convias pediu que a PM fizesse um projeto para cada uma das câmeras, definindo postes onde serão instaladas, entre outros detalhes.

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Alguns pontos das marginais previstos inicialmente para receberem as câmeras precisaram ser mudados por causa de obstáculos físicos, como edifícios altos, que dificultavam a transmissão das imagens. A mudança obrigou a PM a enviar novo relatório com as alterações. Legalmente, os projetos individuais para cada uma das câmeras são necessários para que o município conceda 82 TPUs (Termos de Permissão de Uso).

O projeto custou R$ 8,6 milhões aos cofres do Governo do Estado. Os equipamentos são inteligentes e conseguem detectar e enviar um alerta quando um carro para, por exemplo. Isso diminui a quantidade de policiais monitorando as imagens.

Apesar do atraso do pacote tecnológico das marginais, desde 2011 a PM reforçou o policiamento na região, que nos últimos dois anos virou alvo de arrastões, roubos e furtos a motoristas. A PM, ainda sob o comando do coronel Álvaro Batista Camilo, criou uma companhia policial para garantir a segurança das marginais. Foram colocadas motos para transitar pela área com câmeras de vídeo que transmitiam imagens em tempo real ao Centro de Comunicação da Polícia.

Atualmente, 54 pontos rotativos e cinco fixos, como o da favela Real Parque, são monitorados com 180 homens, 10 carros e 48 motos nas duas marginais. A estimativa corporação é de que redução de crimes na marginal Pinheiros, por exemplo, foi de 40%. A PM ainda aguarda os resultados de uma comissão da Secretaria de Segurança que viajou para conhecer no exterior tecnologias de prevenção ao crime. Novidades devem surgir.

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