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Carnaval 2023: blocos se manifestam contra abandono da Prefeitura de SP

Organizadores criticam a falta de planejamento e de transparência, bem como o diálogo malfeito pela gestão municipal

São Paulo|Do R7

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Bloco de Carnaval em São Paulo
Bloco de Carnaval em São Paulo

Organizações de blocos de rua em São Paulo (SP) emitiram uma nota em que criticam o cenário de abandono que afirmam ter encontrado por parte da prefeitura para a realização do Carnaval.

No texto, divulgado na última quarta-feira (1º), os organizadores citam a falta de planejamento e de transparência, bem como o diálogo malfeito entre a gestão municipal e os blocos.


Os representantes relatam que, a dez dias do início do evento, ainda não tiveram informações essenciais para a garantia da realização dos desfiles.

“A lista de questionamento é gigantesca e versa sobre protocolos para dispersão, redução de danos, combate ao assédio, trajetos, circuitos fechados, banheiros, ambulantes, bueiros, árvores, fiações, horários”, escrevem os grupos.


Para as organizações, o problema é o desmonte das políticas públicas, pois o poder público segue “um modelo de negócio privatizante, que desconhece e desrespeita os valores da cultura popular”.

A nota indica, ainda, que a prefeitura deve cumprir as funções de mediação do espaço público, construção de políticas públicas com participação social e cuidado com o povo.


A nota é assinada pelas seguintes organizações: Fórum dos Blocos, Comissão Feminina, Arrastão dos Blocos, ABASP, UBCRESP, Ocupa o Carnaval e TremeSP – União dos Blocos de Música Eletrônica da Cidade de São Paulo.

Prefeitura anunciou Carnaval com 25% menos blocos que em 2020

A Prefeitura de São Paulo anunciou na manhã desta quinta-feira (2) a realização de 511 blocos de rua de Carnaval em 2023. O número diminuiu 24,6% em relação a 2020, última edição antes da pandemia de Covid-19.


Os desfiles se dividirão entre os dias 11 e 12 de fevereiro (pré-Carnaval), 18 a 21 (durante o feriado) e 25 e 26 (pós-Carnaval). A maioria deles ocorrerá no centro, na zona oeste e na zona sul. Do total, serão 35 megablocos.

As informações sobre eventos, horários e endereços podem ser encontradas neste link.

A reportagem pediu um posicionamento sobre as críticas feitas pelas organizações dos blocos.

Em nota, a Secretaria Municipal de Cultura afirmou que o diálogo com os blocos tem sido diário, com reuniões com as respectivas subprefeituras, que, segundo a gestão, foram marcadas no início de janeiro. A prefeitura também destacou a criação do Comitê de Participação Social no Carnaval de Rua 2023, em 8 de dezembro.

"Assim, os representantes dos blocos apontam necessidades gerais e/ou específicas das organizações ou do Carnaval em geral. Entre os critérios, estava a formação de uma comissão que representasse a diversidade do Carnaval e que tivesse representantes de todas as macrorregiões da cidade", escreve a gestão.

A secretaria informa, ainda, que "muitos dados ainda não puderam ser divulgados" devido à complexidade do evento e ao fato de que há alterações sendo feitas ainda no momento. 

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