Caso Joaquim: casa da família amanhece pichada
Corpo de menino de três anos foi encontrado no último domingo boiando em um rio
São Paulo|Do R7, com Fala Brasil

A casa onde Joaquim Ponte Marques, de três anos, morava com a mãe e o padrasto amanheceu pichada nesta terça-feira (12). O corpo do menino foi encontrado boiando em um rio no último domingo (10) após cinco dias desaparecido. A mãe e o padrasto foram presos preventivamente suspeitos de envolvimento no crime.
Centenas de pessoas acompanharam o enterro de Joaquim em São Joaquim da Barra, no interior de São Paulo, na tarde de segunda-feira (11). Muito emocionado, o pai do menino, Arthur Paes, não falou com a imprensa. Da família de Natália Mingoni, mãe da criança, apenas os avós compareceram. Os dois estavam abalados com a morte do neto e a suspeita de envolvimento da filha no crime.
A mãe e o padrasto de Joaquim, Guilherme Longo, não puderam participar do enterro. Os dois estão presos em cadeias da região de Ribeirão Preto desde o último domingo quando a Justiça decretou a prisão do casal por 30 dias.
Morte de Joaquim pode ter sido premeditada, diz delegado
Antes de seguir para a prisão, Natália foi ouvida mais uma vez na delegacia. Segundo Marcus Tulio Alves Nicolino, promotor criminal que acompanha o caso, neste depoimento, ela contou que Joaquim estava agitado e que o padrasto aplicou no menino mais insulina do que a dose recomendada pelos médicos.
A mãe da criança mudou completamente a versão contada à polícia antes do corpo de Joaquim ser encontrado. Ainda de acordo com o promotor, Natália revelou que o marido chegou a ameaçar a jogar o filho do casal, de quatro meses, contra a parede, em razão do choro do bebê.
— Ela falou isso ontem [domingo] informalmente. Não consta nas declarações, mas ela disse que Guilherme [Longo] afirmava que se a criança [o filho de quatro meses] não parasse de chorar, ele a jogaria contra a parede.
Natália declarou que o marido via a criança como um "empecilho". A mãe disse ainda que era vítima de agressão do marido há algum tempo e que já pensava em se separar dele, principalmente depois que ele voltou a usar cocaína.
O caso
O corpo de Joaquim Ponte Marques, de três anos, foi encontrado por pescadores boiando no rio Pardo, em Barretos, interior de São Paulo. Ele usava um pijama estampado idêntico ao descrito pela mãe e pelo padrasto no boletim de ocorrência, feito horas depois do desaparecimento da criança. O pai de Joaquim, Arthur Paes, a mãe e o avô materno fizeram o reconhecimento do corpo de Joaquim, no Instituto Médico Legal de Barretos.
Segundo a mãe e o padrasto, Joaquim sumiu de dentro do quarto durante a madrugada da última terça-feira (5), em Ribeirão Preto, também no interior do Estado. A mãe percebeu que ele não estava no quarto logo cedo. No mesmo cômodo, dormia uma criança de quatro meses, filha do casal.
O portão da casa estava trancado e a polícia naõ encontrou sinais de violência. Um cão farejador identificou o cheiro de Joaquim e do padrasto, Guilherme Longo, no córrego perto da casa. O delegado chegou a pedir a prisão da mãe e do padrasto porque os depoimentos eram contraditórios. O primeiro pedido foi negado pela Justiça. Depois que o corpo da criança foi encontrado, uma nova solicitação foi feita e, desta vez, a Justiça acatou o pedido e o casal foi preso.
O laudo preliminar do IML (Instituto Médico Legal) aponta que Joaquim já estava morto quando foi jogado no córrego. A necropsia apontou que não havia água no pulmão do menino, o que descarta a hipótese de afogamento.
O delegado que investiga o caso já pediu outros exames para apurar a causa da morte da criança. Entres os exames, foi solicitado um teste de insulina, que a criança tinha diabetes.
Exames preliminares, feitos pelo IML, revelaram que a criança não morreu por afogamento, visto que não havia água nos pulmões. Um dos laudos apontou também que o menino já estava morto quando foi jogado no córrego que fica a poucos metros de distância da casa da família em Ribeirão Preto.
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