São Paulo Caso Karine: agente agredido em velório estava a serviço da PM

Caso Karine: agente agredido em velório estava a serviço da PM

Em nota, corporação afirma que policial militar foi escalado para acompanhar cerimônia devido a processo de demissão do acusado

  • São Paulo | Bianca Santos, da Record TV

Homem dominado no velório é PM e foi ao local por ordem da corporação

Homem dominado no velório é PM e foi ao local por ordem da corporação

Reprodução/Record TV

A Polícia Militar de São Paulo revelou que o agente público flagrado por amigos e familiares no velório de Karine Cristina Ramos, de 20 anos, morta por um disparo na cabeça durante uma festa em Guarulhos, na Grande São Paulo, no último sábado (14), compareceu ao local a trabalho. Um PM foi acusado pelo crime — que teria ocorrido em razão de uma brincadeira de roleta russa — e responde ao inquérito em liberdade.

A presença do policial militar — que captava fotos da cerimônia e estava armado — gerou revolta dos presentes na cerimônia realizada no cemitério Boncussesso, na mesma cidade da Grande São Paulo, na última segunda-feira (16). Muitos viram a atitude como uma forma de intimidação.

O PM foi cercado e agredido por algumas pessoas. O tumulto foi flagrado pelas câmeras da Record TV. Um boletim de ocorrência foi registrado no 7º Distrito Policial de Guarulhos.

Em comunicado, a corporação alegou que o policial militar teria sido enviado ao local para busca mais informações sobre o caso, após procedimentos para a instauração de um processo demissão do acusado pelo crime — que foi detido, mas solto por força de um habeas corpus.

Confira a nota da Polícia Militar sobre o caso:

"Em primeiro lugar, a Polícia Militar lamenta a morte da jovem Karine, no último sábado (14), em que um policial militar, de folga, efetuou disparo de arma de fogo, dito acidental, e a feriu mortalmente. As providências de polícia judiciária foram adotadas, com a prisão em flagrante do PM por homicídio culposo, e a consequente condução ao Presídio Militar Romão Gomes.

Dessa forma, a Polícia Militar iniciou os procedimentos para a instauração de processo regular (demissionário), motivo pelo qual o comando local determinou que um agente buscasse mais informações sobre o caso. O PM foi ao cemitério onde ocorria o velório da jovem, onde foi, equivocadamente, associado pelos presentes ao autor do crime, sendo agredido e retirado do local."

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