São Paulo Caso Karine: defesa de PM que matou jovem nega roleta russa

Caso Karine: defesa de PM que matou jovem nega roleta russa

Conforme versão do acusado, relatada pelo advogado, policial tentou tirar a arma das mãos da jovem durante festa na Grande SP

  • São Paulo | Do R7, com informações da Record TV

PM nega que morte de Karine tenha ocorrido devido a roleta russa em festa

PM nega que morte de Karine tenha ocorrido devido a roleta russa em festa

Reprodução/Record TV

A defesa do policial militar acusado de ter matado a jovem Karine Cristina Ramos, de 20 anos, negou que o crime teria ocorrido em razão de uma brincadeira de roleta russa durante festa, realizada no último sábado (14), em uma residência na rua Flor da Serra, em Bonsucesso, na cidade de Guarulhos, na Grande São Paulo.

Aos colegas de farda, o PM, de 45 anos, contou que a arma disparou acidentalmente e atingiu a cabeça da vítima. No entanto, a versão foi contestada por outras pessoas que participavam da confraternização. O agente público foi preso e solto por meio de um habeas corpus.

O advogado Kristofferson Ribeiro, que representa o policial militar, disse que cinco pessoas estariam na casa naquela noite, quando acontecia um encontro entre amigos. "Segundo relatos, o armamento estava ao lado, houve um telefonema ou algo asssim, ela pegou o armamento. Ele tentou retirar dela no momento em que houve o disparo acidental", disse.

Kristofferson Ribeiro também negou que o PM teria deixado a arma destravada, outra atitude que poderia ter ocasionado o acidente. "No momento em que estava na mão dele, a arma estava travada. Mas ele não sabe se, naquele ínterim que ela tomou posse do armamento, houve o destravamento ou não."

O advogado ainda rechaçou a hipótese de o PM ter apontado a arma para a cabeça da vítima como forma de provocação. "Essa informação pela versão dele não coaduna pela verdade e nem pela testemunha que foi ouvida no inquérito policial", frisou Ribeiro.

Karine estava iniciando um relacionamento com o proprietário da casa, que era amigo do policial militar. Em depoimento, o homem disse que não teria presenciado a cena e não soube esclarecer quem fala a verdade. "Todos eram conhecidos. Ele diz que foi convidado pelo namorado da vítima para estar ali", afirmou o advogado Kristofferson Ribeiro.

Denúncia de intimidação em velório

O velório de Karine foi marcado por uma confusão devido à presença de um outro PM que filmava a cerimônia, enquanto amigos e parentes se despediam. O tumulto foi flagrado pelas câmeras da Record TV.

Inconformados com o comportamento do suspeito, a família de Karine o abordou e o imobilizou. Também foi encontrada uma arma de fogo na cintura do homem, que também foi agredido.

Segundo informações da Polícia Civil, obtidas pelo repórter Bernardo Armani, o homem seria um policial militar à paisana, que trabalha na Corregedoria da PM. Ele estaria investigando o caso, no momento do velório.

De acordo com o repórter, ele ficou ferido após ser agredido e foi encaminhado a um hospital da região. Sua arma também foi apreendida. Um boletim de ocorrência foi registrado no 7º Distrito Policial de Guarulhos, onde o policial e testemunhas prestaram esclarecimentos.

No entanto, o advogado Kristofferson Ribeiro negou que o seu cliente tenha relação com o homem agredido durante o velório da jovem. 

"Quanto ao policial militar, não tem qualquer relação com ele. Agora, quem precisa fundamentar porque aquele policial militar estava aí é a própria PM, porque aquela pessoa não tem qualquer relacao com o nosso cliente. Eu liguei para ele e perguntei. Ele espantado, não sabia o que estava acontecendo e ficou com medo", afirmou.

Por fim, o defensor também disse que o PM desconhece ser conhecido pelo apelido de Diabo Loiro. "Essa informação não prospera. Ele é um excelente policial militar, um exemplo na tropa e não sabia desse apelido", completou Kristofferson Ribeiro, advogado do PM.

PM se manifesta

A Polícia Militar divulgou uma nota na qual lamentou a morte de Karine "em que um policial militar, de folga, efetuou disparo de arma de fogo, dito acidental, e a feriu mortalmente". Segundo a corporação, as providências de polícia judiciária foram adotadas, com a prisão em flagrante do PM por homicídio culposo, e a consequente condução ao Presídio Militar Romão Gomes.

A PM disse ainda que iniciou os procedimentos para a instauração de processo regular (demissionário), motivo pelo qual o comando local determinou que um agente buscasse mais informações sobre o caso. O PM foi ao cemitério onde ocorria o velório da jovem, onde foi, equivocadamente, associado pelos presentes ao autor do crime, sendo agredido e retirado do local.

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