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Cerca de 200 pessoas voltam a protestar para reabertura da Feira da Madrugada

Segundo a PM, manifestantes saem em passeata pelas ruas do Brás, sentido largo da Concórdia

São Paulo|Do R7

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Cerca de 200 pessoas faziam um novo protesto para a reabertura da Feira da Madrugava, na região central de São Paulo, por volta das 11h30 desta sexta-feira (28). Segundo a Polícia Militar, os manifestantes saíram em passeata pelas ruas do Brás, sentido largo da Concórdia

A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) registrou a ocorrência na avenida do Estado, com a rua São Caetano, às 9h53, mas segundo a empresa, o protesto ainda não afeta o trânsito na região.


Esta é a segunda vez na semana que os comerciantes da Feirinha protestam. Na última quinta-feira (27), diversos manifestantes chegaram a interditar totalmente o sentido Santana da avenida do Estado, na altura da rua São Caetano.

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A prefeitura fechou a Feirinha no dia 29 de maio para reformas de segurança no local. Desde a decisão de encerrar as atividades comerciais para as obras, várias manifestações dos lojistas ocuparam as ruas do centro da capital paulista.

Agora os comerciantes alegam que, apesar de a Feirinha ter sido fechada há quase 30 dias, as obras ainda não começaram. A prefeitura deu um prazo de 60 dias para terminar a reforma — que vai custar cerca de R$ 4 milhões — e reabrir o comércio no local. Antes mesmo do fechamento, eles queriam ser responsáveis pelas reformas de adequação, garantindo assim o funcionamento normal da Feirinha durante as obras.


Entenda o caso

Alegando risco de incêndio e necessidade de reforma, a Prefeitura de São Paulo havia determinado o fechamento da Feirinha no final de abril e os comerciantes tinham até o dia 8 de maio para retirar as mercadorias. Um dia antes desse prazo, a liminar do juiz Giuzio Neto permitiu que a Feira continuasse funcionando normalmente. Segundo ele, as reformas prioritárias de segurança podiam ser feitas com o comércio em operação.


No dia 10 de maio, uma nova vistoria do Corpo de Bombeiros foi feita a pedido do próprio juiz. Com base no laudo, a prefeitura recorreu da decisão, pedindo novamente o fechamento da Feirinha.

A suspensão da liminar do juiz da primeira instância foi dada pelo presidente do tribunal, Newton De Lucca. Ele tomou como base o relatório do Corpo de Bombeiros que demonstrou a necessidade de reformas urgentes para a prevenção de incêndios.

Após o fechamento da feira, os comerciantes foram obrigados a retirar suas mercadorias dos boxes para o início da reforma, prevista para o dia 3 de junho. Segundo o secretário de Coordenação das Subprefeituras, Chico Macena, a reforma está orçada em R$ 4 milhões.

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