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Chacina em SP: suspeitos de participação são detidos

Polícia realiza uma força-tarefa nesta quinta-feira para buscar envolvidos nas mortes

São Paulo|Da Rede Record

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O ataque com mais vítimas aconteceu em um bar de Osasco
O ataque com mais vítimas aconteceu em um bar de Osasco

Ao menos sete suspeitos de participação na chacina de Osasco e Barueri, que deixou 19 mortos em 13 de agosto, foram detidos nesta quinta-feira (8). Informações iniciais indicam que seis policiais militares e um guarda municipal estão entre os envolvidos. O grupo foi levado ao DHPP (Delegacia Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa) onde prestou esclarecimentos. 

A Polícia Civil e Militar, além do Ministério Público, também participam do ato. Equipes da Polícia Civil e da Corregedoria da Polícia Militar se dividiram para percorrer 36 endereços.


A Força Tarefa criada pela Secretaria de Segurança Pública ainda investiga outros policiais e guardas que podem ter dado cobertura aos ataques. Durante a operação, foram apreendidos armas, munição, capacetes e jaquetas usadas por motociclistas.

Dias após a chacina, o soldado Fabrício Emanuel Eleutério, foi detido e encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo, onde os demais policiais devem ser levados. Até hoje, ele era o único suspeito preso. A Justiça decretou a prisão preventiva para alguns PMs investigados. Outros ficarão presos preventivamente. A polícia chegou até estes suspeitos por meio da quebra de álibi. Em um primeiro momento, eles teriam dito que estavam em determinado local na noite do crime. Porém, a investigação apontou que eles estavam mentindo depois de análise dos celulares.


O caso

Na noite do dia 13 de agosto, 18 pessoas morreram e outras seis ficaram feridas na chacina — a 19ª vítima morreu dias depois, no hospital. O ataque com mais vítimas aconteceu em um bar de Osasco no Jardim Munhoz Junior. Um morador disse que um carro preto e outro prata participaram dos crimes. De acordo com testemunhas, os assassinos saíram dos carros, perguntaram quem tinha passagem pela polícia e começaram a atirar. 


Em depoimento, uma testemunha disse que o ataque foi feito por vários indivíduos. A testemunha disse que todos acharam que eles atirariam uma bomba no local. Ainda segundo uma testemunha, os atiradores estavam usando máscaras.

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Até o momento, ao menos 21 pessoas são investigadas pelos crimes. Delas, 19 são policiais. Os outros são um ex-policial e o marido de uma policial. Um PM suspeito de participar dos ataques foi detido e teve a prisão preventiva decretada. O soldado da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) Fabrício Eleotério foi reconhecido por duas testemunhas que sobreviveram à chacina.

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