Ciclista diz que estava fora da ciclovia do Minhocão no momento do atropelamento
Porteiro morreu após o acidente, que teria acontecido na faixa da esquerda da avenida
São Paulo|Do R7

O administrador de empresas Gilmar Raimundo de Alencar, de 45 anos, condutor da bicicleta que atropelou o porteiro Florisbaldo Carvalho da Rocha, de 78 anos, declarou na tarde desta quarta-feira (19), que não estava na ciclovia do Minhocão no momento do acidente.
— Eu estava na faixa à esquerda da rua e ia cruzar para o outro lado, indo pegar a avenida Pacaembu. O senhor (vítima) não deve ter me visto por causa da pilastra. Também não o vi.
Alencar prestou depoimento na tarde desta quarta-feira (19) no 23° Distrito Policial, em Perdizes, zona oeste. A polícia fará uma reconstituição do acidente ainda nesta semana.
O administrador, que trabalha em uma empresa de Perdizes que gerencia fazendas, contou que há dois anos vai de bicicleta de sua casa, no Belém, zona leste, até o trabalho. Na segunda, dia do acidente, ele havia ido almoçar de bicicleta também, no centro. Ele disse que entrou na avenida General Olímpio da Silveira pela rua e permaneceria nela até entrar em um acesso para o Pacaembu.
— É um trecho pequeno, não vale pegar a ciclovia.
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Ele seguia pela faixa da direita da rua e, quando o semáforo fechou, cruzou para a pista esquerda do mesmo sentido. Contou que seu objetivo era cruzar a via para o sentido oposto. "Mas o senhor não me viu", contou.
Segundo o delegado Lupércio Antônio Dimov, encarregado do caso, o administrador prestou socorro ao zelador, chamou resgate pelo celular e ainda foi à casa da família, no fim do dia, para saber o estado de saúde do idoso. "Foi assim que ele soube da morte", contou Dimov.
— Ele declarou que estava a mais ou menos 20 km/h. Não tem como uma bicicleta desenvolver muito mais velocidade que isso.
Fatalidade
Antes de deixar a delegacia, o administrador disse que as ciclovias são uma boa iniciativa e que ele as apoia.
— Mas ali, com aquelas vigas bloqueando a visão, está muito mal feito.
Sereno e respondendo com calma as perguntas dos jornalistas, o administrador disse ainda que lamentava muito o acidente.
— Não há nada que eu possa dizer que aliviará o sofrimento da família ou trazer o moço de volta. Mas quero que eles saibam que estou disponível para o que eles precisarem.
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