São Paulo Com 300 novos buracos por dia, São Paulo quer acelerar reparos

Com 300 novos buracos por dia, São Paulo quer acelerar reparos

Segundo gestão Bruno Covas (PSDB) prazo máximo atual é de 45 dias entre a abertura do pedido no sistema 156 e a resolução do problema

Meta é atender às solicitações em até dez dias

Meta é atender às solicitações em até dez dias

Plínio Aguiar / R7 / 30.01.2019

A Prefeitura de São Paulo anunciou nesta quinta-feira (16) a meta de atender às solicitações de tapa-buraco em até dez dias, até o fim de junho. Segundo a gestão Bruno Covas (PSDB), cerca de 300 novos buracos são abertos na capital diariamente e o prazo máximo atual é de 45 dias entre a abertura do pedido no sistema 156 e a resolução do problema.

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Covas assinou um decreto que prevê maiores exigências técnicas às permissionárias e concessionárias de serviços de infraestrutura urbana (tais como telefonia, internet e gás), apontadas como uma das principais responsáveis pela criação de novos buracos na cidade.

O prefeito anunciou ter atendido 41 mil solicitações de tapa-buraco em 40 dias, cumprindo a meta de 38 mil para o prazo (o que representa cerca de 28 mil buracos, pois parte dos pedidos é repetida). De acordo com ele, ainda há 20 mil atendimentos em espera.

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Covas disse, ainda, que de 90 a 100 caminhões trabalham exclusivamente com tapa-buraco, número que era de 30 no início do ano. Ele admitiu, contudo, que o serviço é "paliativo" e a solução ideal seria o recapeamento das vias, o que afirma ser inviável em curto prazo.

"O tapa-buraco é um serviço paliativo. O que resolve mesmo é o recapeamento na cidade de São Paulo", aponta ele, que afirma ter aumentado o investimento de R$ 300 milhões anuais (em 2018) para R$ 400 milhões. "Se esse volume (de investimento) for mantido, talvez em 20 anos, a gente possa ter um viário melhor. Se tivesse sido feito há 20 anos atrás, a gente não teria essa quantidade imensa de buracos."

Reclamações

A gestão municipal alega que, das reclamações de serviços de tapa-buraco malfeito, 96% são dos atendidos pelas concessionárias. Diante disso, um sistema de monitoramento começou a ser adotado para arquivar imagens dos trechos antes, durante e depois da resolução do problema. Além disso, será necessário informar a gestão sempre que for aberto um buraco.

O secretário das Subprefeituras, Alexandre Modonezi, ressaltou que, com o novo decreto, as concessionárias deverão manter o padrão da Prefeitura, como o de "recortar" a área do entorno do buraco para fazer o preenchimento, em vez de apenas aplicar o asfalto. "O decreto é o primeiro passo. Sabemos que precisamos melhorar."

Concessionárias

A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) disse que não foi informada oficialmente sobre a mudança e que ainda deve avaliar como se adequará às novas regras. Afirmou ainda que, hoje, a fiscalização do serviço já é "rigorosa".

Responsável pelo abastecimento de gás, a Comgás disse que executa os serviços segundo "as normas aplicáveis" nos casos em que é preciso tapar buraco, e aguarda a publicação do decreto no Diário Oficial da Cidade para saber seu teor. A Enel, responsável pelo serviço de energia, disse que não se pronunciará sobre o tema.