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Com gargalo de R$ 20 bi nas mãos, Haddad espera renegociação da dívida ainda em 2013

Secretário de Finanças da capital está otimista que ‘rombo’ de R$ 62 bi pode diminuir

São Paulo|Do R7

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O prefeito Fernando Haddad já disse que São Paulo possui um gargalo de investimentos de R$ 20 bilhões e que sua meta até 2016 é dobrar o orçamento de R$ 3 bilhões para R$ 6 bilhões. Entretanto, tudo passa pela renegociação da dívida do município com o governo federal. Em reunião com vereadores nesta quinta-feira (26), o secretário de Finanças de Desenvolvimento Econômico, Marcos de Barros Cruz, apresentou boas novas.

Segundo ele, a prefeitura está otimista quanto à aprovação de um projeto de lei que altera os indexadores da dívida das cidades com a União. De acordo com Haddad, se o indexador fosse a taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia), a dívida da capital paulista, que atualmente é de R$ 62 bilhões, deveria ser cortada pela metade.

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No mês passado, Haddad revelou que esperava pela aprovação do projeto de lei no Congresso Nacional ainda em julho, mas que não houve consenso entre os parlamentares. A medida não interessa apenas à Prefeitura de São Paulo, mas também a outras cidades do País.

— Ganham todos (se aprovada). A União abre mão daquilo que é dever dela fazer. Desde a assinatura desse contrato, (a dívida) é muito superior à taxa Selic. Existe um desequilíbrio na dívida. Enquanto a União assumiu a dívida e a rolou pela Selic, ela cobra do ente federado sob uma taxa de juro maior do que a que ela está pagando.

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Marcos de Barros Cruz foi além e chamou a possível aprovação da medida como “a ação legislativa mais importante para a cidade na década”. O secretário de Finanças relembrou ainda que a gestão Haddad reduziu em R$ 800 milhões a dívida do município, mas a dívida ainda corresponde a 185% da receita corrente líquida, enquanto as metas fiscais preveem 135%.

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O governo da cidade espera obter, com a aprovação da medida em Brasília e a repactuação do débito com a União, a liberação de R$ 2 bilhões em repasses do governo federal. Outros R$ 6 bilhões devem ser cedidos para a capital nos próximos anos, mas os valores passam pela renegociação da dívida. O secretário reconheceu o desafio perante os vereadores.

— Considerando que a cidade investiu metade disso nos últimos anos, já é bastante coisa.

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