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Incêndios atingem parque, indústria e galpão em uma semana em São Paulo

Qualquer faísca atrelada as altas temperaturas, como as registradas na última semana, podem causar incêndios sem precedentes

São Paulo|Isabelle Amaral, do R7

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Brigadista combate incêndio no Parque do Carmo
Brigadista combate incêndio no Parque do Carmo WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO 24.08.2023

A cidade de São Paulo teve pelo menos 19 incêndios, sendo três deles em regiões de mata, entre os dias 20 e 25 de agosto, em meio ao forte calor que atingiu a capital paulista. O balanço diz respeito ao número de acionamentos recebido pelo Corpo de Bombeiros.

Os casos chamaram a atenção, como o incêndio que consumiu áreas do Parque do Carmo, na zona leste, ao longo de 12 horas, na quata-feira (23). O fogo começou em razão de um balão que caiu no parque. Neste dia, a cidade registrou a maior temperatura do inverno, com mais de 32°C.


Na terça (22), um incêndio de grandes proporções atingiu uma indústria química no Jaraguá, na zona norte. E na sexta-feira (25), um galpão no Brás, região central da capital paulista, pegou fogo. Ao menos três pessoas tiveram que ser socorridas, sendo que duas sofreram queimaduras.

O tempo quente pode ter tido influência para alastrar esses incêndios. Luciano Machado, engenheiro civil especialista em geotecnia, explica que a combinação entre o clima quente e seco, a umidade baixa do ar e outos fatores que podem ser desde uma bituca de cigarro até um raio, responsáveis por ocasionar a primeira faísca, podem causar incêndios sem precedentes.


"A continuidade desse incêndio ocorre na presença de combustíveis que possam alimentar as chamas, como folhagens secas e arbustos", afirma o especialista.

Em regiões urbanas, por exemplo, é mais difícil que haja a expansão do fogo, uma vez que não há tantos fatores que ajudem as chamas a se alastrarem.


Clima atípico

Machado conta que é possível observar, cada vez mais, situações atípicas em relação ao clima, que está cada vez mais quente. "Nesse momento em que enfrentamos diversos focos de queimada em São Paulo, estamos em um período de inverno com tempo seco e altas temperaturas", ressalta.

Porém, com a nova entrada de frente fria, que traz chuvas, Machado acredita que deve haver uma redução do calor e amenizar, também, as ocorrências de incêndio.


O clima no mundo inteiro tem sido alvo de pesquisas, principalmente em relação as ondas intensas de calor e há a possibilidade que a temperatura fique ainda mais alta com o passar do tempo.

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Entre os principais fatores do incêndio devastador no Havaí, que deixou mais de 100 mortos e cerca de 1.100 desaparecidos, estão o calor e a falta de chuva.

Para o engenheiro, o furacão Dora, que provoca ventos fortes naquela região do país, alastrou ainda mais as chamas que culminaram na tragédia.

"Para termos essa situação em São Paulo, a combinação de fatores teria que ser ainda maior, uma vez que não é comum termos furacões por aqui", conclui.

Elogiado por Will Smith, artista goiano é conhecido por misturar arte e natureza

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