Controladoria Geral da União elogia ação contra corrupção na gestão Haddad em SP
Para o ministro chefe é um trabalho exemplar e que deveria ser seguido
São Paulo|Do R7
O ministro-chefe da CGU (Controladoria Geral da União), Jorge Hage, elogiou nesta segunda-feira (4) a atuação da CGM (Controladoria Geral do Município) de São Paulo, criada pelo prefeito Fernando Haddad (PT) no início do mandato — e que organizou a operação que levou à prisão na semana passada de quatro fiscais acusados de formar um esquema de recebimento de propinas que permitia a sonegação de impostos na gestão Gilberto Kassab (PSD). Hage elogiou a ação.
— É um trabalho exemplar, o qual deveria ser seguido por outras capitais.
Ele destacou os resultados obtidos pela CGU em ações de sindicância patrimonial.
— A sindicância patrimonial é extremamente eficaz na tentativa de identificar desvios de dinheiro público.
Em entrevista nesta manhã à Rádio Estadão, o prefeito de São Paulo disse que a CGM cruzou dados cartoriais, de contas bancárias e da Receita Federal e identificou "algumas centenas" de servidores com patrimônio incompatível com a renda. De acordo com Haddad, a partir daí teve início uma investigação com quebra de sigilo telefônico, fiscal e até ambiental que chegou ao esquema de corrupção da Secretaria de Finanças.
Os quatro servidores foram presos sob acusação de cobrar propina para reduzir o valor de ISS (Imposto sobre Serviços) em casos, por exemplo, de empreendimentos imobiliários. Um dos fiscais, Luis Alexandre Magalhães, já foi solto no início da madrugada desta segunda-feira (4) depois de aceitar um acordo de delação premiada — dar detalhes do esquema em troca de redução de pena.
Empresas
Hage também afirmou que a nova lei anticorrupção (12.846/2013), que aumenta o rigor de punições a empresas, entrará em vigor no fim de janeiro ou início de fevereiro, seis meses depois da sua aprovação.
— Neste momento, estamos atuando em sua regulamentação.













