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Correção: Carcaça de navio vira atração em Santos

São Paulo|Do R7

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A nota enviada anteriormente creditou uma declaração à pessoa errada. É o arqueólogo Manoel Gonzalez que, nos últimos dois parágrafos, dá as explicações sobre os estudos e escavações do navio - e não a subprefeita Fabiana Pires, como constava. Segue o texto corrigido.

"Será que tem tesouro aí embaixo? Pode até estar cheio de ouro", arriscou a vendedora Dalirian Soares, de 47 anos, ao apontar para um conjunto de madeira, cobre e ferro na Praia do Embaré, em Santos, no litoral paulista. "É bonito pensar que passávamos por cima de um barco sem se dar conta, não é? Estou de boca aberta."

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Embora viva a uma quadra dali, a moradora ainda não tinha visitado a carcaça que apareceu sobre e foi vista por funcionários de limpeza. Os restos foram identificada por arqueólogos como pertencentes ao navio inglês Kestrel, construído em 1871 e encalhado na região em 1875 após uma grande tempestade.

Assim como Dalirian, muitos frequentadores da orla foram observar e fotografar os resquícios do navio durante o feriado de 7 de Setembro, formando grupinhos de curiosos.

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A pedagoga Pamela Santana, de 34 anos, e o auxiliar administrativo Heliciono da Silva, de 32 anos, fizeram questão de tirar selfies em frente aos destroços. "A gente adora barcos. Até a nossa lua de mel foi em um cruzeiro", diz ela, que já fez outras duas viagens de navio.

Para o aposentado Luiz José, de 70 anos vividos "na beira da praia", o veleiro tem potencial para se tornar um ponto turístico, como o Aquário de Santos e o Estádio da Vila Belmiro. De acordo com José, a faixa de areia costumava ser mais alta naquela região - o que explicaria o aparecimento da embarcação com a baixa da maré.

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Avaliação

Uma análise com auxílio de um sonar deverá definir o destino da embarcação, segundo a subprefeita da Região da Orla e Zona Intermediária de Santos, Fabiana Pires. O equipamento será trazido do interior na próxima semana e a operação deverá ocorrer entre segunda-feira e terça-feira. "Estamos sinalizando, para evitar acidentes, e monitorando por câmeras até decidir o que será feito", disse.

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Os estudos serão realizados por equipe chefiada pelo arqueólogo Manoel Gonzalez. Segundo ele, após a análise técnica, a escavação dependerá da aprovação da Marinha. O processo de aprovação e retirada da embarcação deve levar cerca de dois meses. A ideia inicial é restaurar o navio e, se possível, até expô-lo para visitação em outro local mais protegido. Com o sonar, ele afirma já ter rastreado outras três embarcações submersas no Porto de Santos.

"No Estado, nunca tivemos a oportunidade de ter uma embarcação tão próxima da areia, de tão fácil acesso, para fazer uma investigação dessas", concluiu. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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