Corte de salários na USP reduz folha em 0,7%, diz reitor
Ao todo, 1.972 servidores recebem mais do que o limite previsto pela Constituição paulista
São Paulo|Do R7
O corte dos salários acima do teto na USP (Universidade de São Paulo) levaria a uma economia de 0,7% na folha salarial da USP, segundo informação dada na última terça-feira (18) pelo reitor Marco Antonio Zago. Entre ativos e aposentados, 1.972 servidores da universidade recebem mais do que o limite previsto pela Constituição paulista.
— Está longe de ser algo que resolve as dificuldades financeiras da universidade.
Segundo Zago, a procuradoria jurídica da USP ainda não teve acesso ao acórdão do STF (Supremo Tribunal Federal) de outubro, que determina o corte dos vencimentos de servidores públicos que recebem acima do teto — o salário do governador, hoje em R$ 20,6 mil.
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Zago ainda afirmou que, em outras oportunidades, havia dito que os servidores da USP não recebiam acima do teto por uma diferença de entendimento.
— Tem a questão do entendimento da procuradoria. É uma questão cinzenta.
A universidade defende que os benefícios incorporados antes de 2003, ano de emenda constitucional sobre o assunto, não devem valer no cálculo do teto. Em outubro, o STF decidiu no sentido contrário.
O reitor também se queixou da diferença de remunerações entre os docentes das universidades estaduais e das universidades federais, que podem ganhar até R$ 29,4 mil.
"Daqui para frente, vamos ter duas castas de professores no Estado de São Paulo", critica ele.
— O teto não é técnico, mas político.













