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'Dei a mão, mas ele escorregou', diz amigo de desaparecido em córrego

Mateus foi levado por forte correnteza no córrego Rincão, na Vila Matilde, zona leste de São Paulo, na segunda-feira (26)

São Paulo|Plínio Aguiar, do R7

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Menor brincava com Mateus momentos antes de menino desaparecer em córrego
Menor brincava com Mateus momentos antes de menino desaparecer em córrego

“Estou triste. Eu dei a mão, mas ele escorregou” contou o menor que estava junto com Mateus, o menino de 11 anos que desapareceu na correnteza de um córrego na última segunda-feira (26), na zona leste de São Paulo.

A família de Mateus se mudou para o Condomínio Residencial Rincão, na Vila Matilde, há um mês, segundo moradores. O menino jogava futebol com as demais crianças quase todos os dias na quadra esportiva. Na tarde de ontem, não foi diferente.


Mateus estava com mais três amigos, quando a bola caiu no córrego que passa no meio do condomínio. Como chovia forte nesse momento, decidiram parar. “Mas ele falou que se não voltasse com a bola para casa, a mãe dele ia bater nele”, contou o amigo.

As crianças, então, decidiram ajudar Mateus e foram buscar a bola – normalmente, o brinquedo para em um ponto do córrego, fora do condomínio, segundo o menor. Ao chegar no local, avistaram o brinquedo e, imediatamente, Mateus desceu para pegar.


No momento de subir a parede do canal, Mateus foi auxiliado. “Eu dei a mão, mas bateu uma correnteza forte e ele escorregou”, conta. Ele ouviu o amigo ainda pedir socorro, “mas ele já estava lá na frente”.

O morador do condomínio Rodrigo da Silva, de 33 anos, relatou que o síndico simplesmente nunca fez alteração de rede ou grade para a quadra esportiva onde Mateus brincava. “Só fez a reforma da cabine do porteiro e do portão”. Procurado, o síndico não estava presente. “Desde o desaparecimento do Mateus, ele sumiu. Ninguém viu ele desde ontem”, completou.


A vizinha de Mateus, Julia Maria*, de 36 anos, conta que as crianças do condomínio brincam na quadra esportiva todos os dias. E todos os dias a bola cai no córrego, uma vez que a tela de proteção está bastante danificada. A reportagem do R7 entrou no local e constatou a irregularidade.

Corpo de Bombeiros


De acordo com o capitão da operação, Rondello, a família de Mateus está muito abalada. “Naturalmente, todos eles estão bem apreensivos com o desfecho”, afirmou.

O chamado foi realizado na tarde de ontem, por volta das 15h, e encerrado no final do dia. Na manhã desta terça-feira (27), as buscas foram retomadas às 6h30. O capitão informou que pelo menos 50 bombeiros estão na operação durante esta terça. “Estamos explorando via terrestre, aquático e também com helicóptero”, explicou.

A base da operação está sendo feita na rua Atuai. A partir de amanhã, a operação será nas proximidades do rio Tietê.

*Os nomes foram alterados para preservar a identidade do entrevistado.

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