Depoimento de amigo de Elize Matsunaga pode levar a outros envolvidos no crime
Advogado foi o primeiro a saber do assassinato por meio de ligação da assassina
São Paulo|Do R7, com Domingo Espetacular
Um advogado que vive no Paraná é uma testemunha que dá novos rumos à investigação do Caso Yoki. O depoimento dele pode ajudar a polícia a descobrir quem é a terceira pessoa que pode ter ajudado Elize Matsunaga a matar o marido, Marcos Matsunaga, herdeiro da empresa Yoki.
Giovani Serafini conhece Elize há muito tempo e afirma que eles nunca tiveram relação amorosa. Ele teria sido a primeira pessoa a saber do crime, por isso é uma testemunha-chave.
— Eu liguei, ela disse que não podia falar naquele momento, um minuto depois ela me ligou e aí que ela me contou que o Marcos havia sido morto [...] Aí falei pra ela: você se prepare, porque você como esposa do Marcos - e se isso foi um assalto, ou se ele tinha algum inimigo - com certeza a primeira pessoa que a polícia vai procurar é você.
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Elize é acusada de ter matado e esquartejado o marido, em maio de 2012, no prédio em que moravam, na zona oeste da capital paulista. As partes do corpo foram colocadas em três malas. Imagens mostram o momento em que Elize entra no elevador com as malas, segue para a garagem e sai com o carro.
Depoimento
Quem convocou Giovani a depor foi a defesa de Elize. Segundo o Ministério Público, o motivo era caracterizar Marcos como um marido violento. Giovani falou à polícia que o casamento dos dois estava em crise.
— A Elize me ligou, acredito que no início de maio, acho, falando que o casamento dela tava meio complicado, que o desgaste dos dois já estava bastante grande e que ela tava pensando na separação.
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O primeiro motivo pelo qual o depoimento de Giovani é importante para o Ministério Público é que as ligações de Elize teriam acontecido dias antes de a polícia descobrir o corpo de Marcos. Elas seriam um sinal de que o crime foi premeditado.
Com base no depoimento da testemunha, a investigação toma novos rumos. A promotoria vai pedir a quebra de sigilo telefônico de Giovani Serafini para descobrir o número do telefone usado por Elize Matsunaga no dia do crime, o que pode confirmar a suspeita de que uma segunda pessoa a ajudou a cometer o crime e a fazer o corpo desaparecer.
A presença de mais uma pessoa na cena do crime foi confirmada por um laudo da perícia e é investigada pela polícia. Já se sabe que seria um homem.
O Domingo Espetacular procurou os advogados de defesa, mas nenhum deles quis dar entrevista.
Assista à reportagem completa:
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