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Desapropriações e obras de trânsito lideram os gastos da Prefeitura de São Paulo 

Em 2015, investimentos em mobilidade urbana somaram 29% do total; precatórios foram 19% 

São Paulo|Juca Guimarães, do R7

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Obras na rua Sete de Abril, no centro de São Paulo
Obras na rua Sete de Abril, no centro de São Paulo

As dez maiores ações de investimento da Prefeitura de São Paulo no ano passado somaram R$ 1,87 bilhão, cerca de 81% do total de recursos disponíveis (R$ 2,31 bilhões). No entanto, de cada R$ 100 investidos, R$ 19 foram usados para indenizações e precatórios de processos de desapropriação de terrenos para obras públicas. Ao todo, foram R$ 440,1 milhões em indenizações.

Temas como urbanização de favelas, moradia popular e construção de CEI (Centro de Educação Infantil) tiveram investimentos abaixo da faixa de 10%. Obras em comunidades carentes (9%) e construção de moradias populares (4%) somaram R$ 312,6 milhões. O investimento em novos CEIs foi de R$ 88 milhões (4%).


Obras para melhorar a mobilidade urbana aparecem em três das dez ações com maior investimento de recursos: intervenções no sistema viário (R$ 457,9 milhões), implantação de corredores (R$ 151,9 milhões) e pavimentação de rua (R$ 51,4 milhões). Elas aparecem em 1º, 5º e 8º lugares no ranking de investimentos da prefeitura.

O combate aos alagamentos na cidade, por conta das chuvas de início de ano, recebeu R$ 280,8 milhões, cerca de 12% do total disponível no Orçamento, e ficou em terceiro lugar na lista dos investimentos.


Em relação a 2014, a prefeitura conseguiu aumentar em 5% o valor total dos investimentos com recursos próprios. 

Outro lado


A prefeitura informou que os dados do SOF (Sistema de Orçamento e Finanças) apontam os valores executados no período, porém, algumas obras de grande porte começaram em anos anteriores e somam um investimento maior. Por exemplo, as obras do Hospital Municipal de Parelheiros, que aparece em 10º lugar na lista dos investimentos de 2015, começaram em 2014.

Além disso, as secretarias têm orçamento próprio para obras, que não entram no balanço de investimentos da prefeitura. A pasta da Saúde, por exemplo, investiu R$ 320 milhões. O investimento no controle das cheias em bacias faz parte do programa Operação Verão, que começou em 2013.

A inclusão dos gastos com desapropriação de terrenos no balanço dos investimentos é um processo de contabilização efetuado há muitos anos, o que significa dizer que esses valores não distorcem a série histórica de investimentos para fins comparativos. Por fim, a prefeitura ressaltou que o Orçamento foi discutido em audiências públicas e aprovado na Câmara dos Vereadores. 

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