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Detentos escondem dinamites em presídio de SP

PMs do Gate fizeram operação especial para recolher material explosivo

São Paulo|Josmar Jozino, da TV Record, especial para o R7, e André Caramante, do R7

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Ao menos dez cartuchos de emulsão de dinamite foram encontrados no último dia 28 no pátio do raio 2 do CDP 2 (Centro de Detenção Provisória) de Guarulhos, na Grande São Paulo.

A Polícia Civil e a SAP (Secretaria de Estado da Administração Penitenciária) não sabem como o material entrou na unidade prisional, mas, como o tipo de explosivo encontrado é usado em demolições, as autoridades desconfiam que os presos iam usá-lo para derrubar a muralha da prisão.

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Segundo a Polícia Civil, o diretor do CDP, Emerson Rodrigues Sanches, 37 anos, acionou o Copom (Centro de Operações da Polícia Militar) e informou que, “durante revista de rotina”, agentes penitenciários notaram que parte do piso de concreto estava danificada e no local havia artefatos enterrados.

Homens do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais), unidade de elite da Polícia Militar especializada em explosivos, foram chamados.

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Os PMs encontraram dois cartuchos de emulsão de dinamite caseira e outros oito cartuchos de emulsão de dinamite da marca Maxam, tipo 1.1 D 024.

A equipe do Gate isolou o local, recolheu e apreendeu as dinamites. O caso foi registrado no 4º DP de Guarulhos.

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O CDP 2 de Guarulhos tem capacidade para 841 detentos. Até ontem, a unidade abrigava 2.694 presos, o triplo do limite de vagas.

De acordo com agentes penitenciários, o presídio é dominado por integrantes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

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Em nota divulgada, a SAP informa que “graças ao trabalho de inteligência, mais uma vez a ação criminosa foi coibida nas unidades prisionais”.

Ainda segundo a nota, “o material apreendido pelo Gate é de composição orgânica e imperceptível ao detector de metais”.

A SAP informou também que instaurou procedimento para apurar o caso.

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