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Dimas Covas rebate Pazuello: 'Seis meses para assinar o contrato'

Mais cedo, na CPI da Covid, ex-ministro disse que Bolsonaro jamais o obrigou a cancelar qualquer compra da CoronaVac

São Paulo|Do R7

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'Ele é que tem que responder', disse Covas sobre Pazuello
'Ele é que tem que responder', disse Covas sobre Pazuello

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, reagiu à declaração de Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, que disse que o presidente Jair Bolsonaro jamais o obrigou a cancelar qualquer compra da CoronaVac ou pediu para ele não dar andamento a essas aquisições. Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (19), Covas afirmou o governo demorou seis meses para assinar o contrato da compra do imunizante contra a covid-19.

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“Com relação à fala do Pazuello, ele é que tem que responder. Nós tivemos dificuldade na assinatura do contrato. Ele foi assinado em 7 de janeiro desse ano, sendo que a primeira proposta foi em julho do ano passado”, afirmou o diretor do Butantan, que prosseguiu:

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“É só fazer as contas: temos um pouco mais de seis meses e um contrato que não foi assinado [neste período], embora tenha sido proposto no meio do ano passado”.

Na coletiva, após o comentário de Dimas Covas, o governador João Doria (PSDB) também reagiu à fala de Pazuello e sugeriu que o ex-ministro estivesse com problemas de memória.

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“Recomendaria ao Eduardo Pazuello que tome fosfosol para melhorar um pouquinho sua memória. Aparentemente ele está com deficiência de memória”, ironizou.

Afirmação de Pazuello

Durante a CPI da Covid, no Senado Federal, Eduardo Pazuello afirmou nesta quarta que Bolsonaro não havia o obrigado a cancelar a compra das vacinas do Butantan. Segundo ele, o anúncio de compra foi um engano seu.

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"Na reunião do dia 20, com todos os governadores, estávamos discutindo o PNI (Programa Nacional de Imunização) e a compra de vacinas. Eu tinha assinado no começo de outubro a carta de intenções com o Butantan de compra de 46 milhões de doses. Na verdade, não era um contrato, eu não tinha as disposições legais para fazer assinar ainda", disse Pazuello.

Segundo o ex-titular da pasta da Saúde, as disposições legais só foram dadas com uma medida provisória aprovada no início de 2021 pelo Congresso Nacional: "Não havia condições de negociar o contrato, mas nós vínhamos conversando com o Butantan."

Saiba mais sobre a afirmação de Pazuello na CPI da Covid

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