Dívida de R$ 10 mil motivou assassinato dentro de hospital da Unifesp, diz polícia
Crime foi gravado pelas câmeras de monitoramento da unidade; a vítima não era paciente
São Paulo|Do R7
O auxiliar de enfermagem José Carlos da Silva Santos, de 52 anos, foi preso suspeito de assassinar um homem dentro do hospitalda Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e o motivo seria uma dívida de R$ 10 mil, de acordo com informações da Polícia Civil. O crime aconteceu na madrugada desta sexta-feira (7), no Hospital São Paulo, na Vila Clementino, na zona sul da capital paulista, nesta sexta-feira (7).
Uma faxineira encontrou o corpo do empresário de transporte Fernando Luiz Raymundo, de 41 anos, em uma sala do terceiro andar do hospital por volta das 6h. Ao lado dele, havia um saco plástico que pode ter sido usado pelo assassino para asfixiar a vítima. No horário em que Raymundo foi morto não havia ninguém no setor, que fecha durante a madrugada. Ele não era paciente do hospital.
Nas imagens de câmeras de segurança analisadas pelos policiais do 16° Distrito Policial (Vila Clementino), responsáveis pelo caso, a vítima aparece entrando na sala acompanhada por Santos, que carrega um copo de água e uma "aparente medicação". Pouco depois, o auxiliar de enfermagem sai do local sozinho.
O suspeito ainda retornaria, horas depois, para abrir a porta, olhar a sala e depois voltar para o plantão. Os investigadores acreditam que Raymundo foi morto entre 1h e 3h. Possivelmente ele foi dopado antes de ser assassinado, já que o corpo não apresentava sinais de agressão ou de luta corporal.
O delegado Edilzo Correia de Lima, titular do 16° DP, disse que Santos trabalha no hospital há 30 anos e pode ter atraído e facilitado o acesso de Raymundo, justificando se tratar de um amigo.
— Ainda não está claro como a vítima morreu. Ele pode ter ingerido uma dose grande da medicação ou ter sido asfixiado.
Os dois se conheciam havia cerca de três anos e, segundo a polícia, eram homossexuais, o que faz os investigadores apurarem se tinham alguma relação amorosa. Em depoimento prestado na delegacia, Santos disse ser "homossexual não praticante" e negou qualquer envolvimento afetivo com a vítima.
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De acordo com policiais, ele chegou a confessar o crime, mas depois voltou atrás.
— O depoimento é contraditório. Percebe-se que ele está claramente em choque.
Também segundo a Polícia Civil, nenhum colega de trabalho notou comportamento estranho do auxiliar de enfermagem nos últimos dias. Até o momento, o suspeito não constituiu advogado.
Santos foi preso por homicídio qualificado e levado para o 16° DP, mas deve aguardar a decisão da Justiça sobre o pedido de prisão preventiva no 26° DP (Sacomã). Caso a prisão seja decretada, ele será conduzido a um Centro de Detenção Provisória.
Raymundo trabalhava com transporte de deficientes, mas, segundo a polícia, não tinha qualquer envolvimento com o Hospital São Paulo.
Em nota, a instituição afirma que "a agressão ocorrida nas dependências da instituição envolveu assuntos particulares entre a vítima e o agressor" e que "o caso já está sob os cuidados das autoridades competentes". "Vale ressaltar que a vítima não era paciente do Hospital São Paulo", diz a nota.













