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Doleiro Bruno Farina chegará ao Brasil neste sábado em avião da PF

Polícia Federal envia aeronave ao Paraguai para trazer o doleiro ao Brasil. Ele foi preso na última quarta-feira (26), em um condomínio de luxo

São Paulo|Lumi Zúnica, da RecordTV

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Bruno Farina foi preso na quarta-feira (26)
Bruno Farina foi preso na quarta-feira (26)

A Justiça paraguaia determinou nesta quinta-feira (27) a extradição do doleiro Bruno Farina. O processo foi acelerado e o brasileiro deverá deixar o Paraguai com destino ao Brasil por volta das 7h deste sábado (29).

Nos bastidores da Justiça paraguaia, a velocidade com que o processo de extradição foi concluído é atribuído à participação direta da fiscal-geral do Estado, Sandra Quiñonez Astirraga, considerada linha dura no combate à corrupção e ao crime organizado no país.


Entre a captura, emissão da sentença e o cumprimento efetivo da extradição terão se passado menos de 60 horas. Farina foi preso às 20h35 da quarta-feira (26).

Ele virá ao Brasil em um avião enviado especialmente pela Polícia Federal, que chegou ao aeroporto Silvio Pettirossi, em Assunção, às 17h desta sexta-feira (28).


Casa da sogra de Farina, onde ele foi preso
Casa da sogra de Farina, onde ele foi preso

As autoridades não informaram qual o destino de Farina no Brasil, mas acredita-se que ele seja levado ao Rio de Janeiro, já que, na própria sentença, é mencionada a 7ª Vara da Justiça Federal, na capital fluminense, como requerente da captura do brasileiro. Ele é acusado por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Na sentença, a juíza Alicia Pedrozo comunicou a decisão da extradição ao fiscal-geral de Assuntos Internacionais, Manuel Doldan Breuer, encarregado de executar o procedimento. Ele providenciou os protocolos necessários junto à Polícia Federal no Brasil para fazer a extradição do cidadão Bruno Farina.


Manuel Doldán Breuer, encarregado da extradição
Manuel Doldán Breuer, encarregado da extradição Divulgação

O doleiro foi preso na noite de quarta-feira, na casa da sogra, onde passava o Natal em família, no luxuoso condomínio Paraná Country Club, em Hernandarias, nas proximidades de Ciudad del Este, no Paraguai.

Ele foi levado até Assunção e submetido a audiência na corte penal paraguaia, onde seria decidida a forma de extradição a ser adotada, se voluntária ou se litigiosa.

Bruno Farina optou pela extradição voluntária ou simplificada, que é contemplada no Tratado Multilateral do Mercosul, pelo qual presos sujeitos a extradição devem ser consultados sobre sua vontade de deixar o país onde foram presos ou permanecer nele. Caso se manifeste de acordo com a saída do país, a extradição ocorre em poucos dias. Caso contrário, seria iniciado um processo que poderia levar até três anos de duração.

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