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Doria anuncia plano de retomada que prevê 2 milhões de empregos

Projeto anunciado pelo Governo de São Paulo nesta sexta (16) prevê R$ 36 bilhões em investimentos para impulsionar a economia do Estado

São Paulo|Do R7

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Segundo projeto, 14 polos de desenvolvimento serão beneficiados
Segundo projeto, 14 polos de desenvolvimento serão beneficiados

O Governo do Estado de São Paulo lançou nesta sexta-feira (16), em coletiva de imprensa, um plano de retomada econômica após a pandemia de covid-19 para 2021 e 2002.

O projeto anunciado por João Doria prevê atrair R$ 36 bilhões em investimentos privados para impulsionar a economia paulista, e espera gerar dois milhões de empregos em até quatro anos.


Do valor previsto para investimentos, 51% serão destinados à área de transporte e mobilidade, 33% para rodovias, 8% para segurança e o restante para lazer, parques e outros setores.

De acordo com o plano, apresentado pelo secretário da Fazenda, Henrique Meirelles, 14 polos de desenvolvimento econômico serão beneficiados.


“O foco do plano é impulsionar o crescimento de uma economia que já é dinâmica, diversificada e com muitas oportunidades de investimentos para gerar crescimento, emprego e renda”, afirmou Henrique Meirelles.

São eles: saúde e farmácia; metal-metalúrgico; automotivo; químico; derivados do petróleo; biocombustíveis; alimentos e bebidas; têxtil e vestuário; couro e calçados; aeroespacial, agritech, serviços tecnológicos; eco-florestal; papel, celulose e reflorestamento; logística, transporte e armazenamento; higiene e limpeza.


Sob o mote “São Paulo: um país dentro de um país”, o programa se baseia em seis eixos: oportunidade de investimentos na infraestrutura; dinamismo setorial, com potencial de retorno de investimentos; ambiente de negócios para facilitar a produção; desenvolvimento sustentável; redução das desigualdades através da geração de empregos; e, por fim, a internacionalização da economia paulista.

Embora um dos focos do Governo neste plano seja a redução de desigualdades, o pacote fiscal de Doria, citado inclusive durante a coletiva, foi criticado pelo MP-SP (Ministério Público de São Paulo), que enviou ofício na última quarta-feira (14) à Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo).

No documento, os autores pedem revisão do projeto e afirmam que a extinção da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), uma das medidas do pacote fiscal, poderia causar irreparáveis prejuízos no atendimento à população paulista no campo habitacional.

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