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Doria critica desembargador que barrou reforma da Previdência (SP)

Governador afirmou neste sábado que os três poderes são independentes e que "não há razão para que outro poder interfira no processo legislativo"

São Paulo|Do R7

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João Doria criticou interferência do Judiciário na Reforma da Previdência paulista
João Doria criticou interferência do Judiciário na Reforma da Previdência paulista

O governador de São Paulo, João Doria, criticou neste sábado (7) a decisão do desembargador Alex Zilenovski de suspender a tramitação da reforma da Previdência apresentada pelo governo paulista. A liminar foi concedida na sexta-feira (6) a pedido do deputado estadual Emídio de Souza (PT).

"Não considero uma boa medida de um desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo interferir no Poder Legislativo. Respeito muito o Judiciário, como respeito muito o Poder Legislativo, mas são três poderes independentes", disse Doria no Congresso Nacional do PSDB que ocorre neste sábado em Brasília.


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"Não há razão para que um outro poder interfira nas decisões e no processo legislativo. Temos que ser refratários a isso. Não há democracia sem respeito e independência dos poderes", acrescentou o governador.


No pedido de liminar, o deputado petista argumentou que a indicação do deputado Heni Ozi Cukier (Novo) como relator especial do projeto fere a legislação ao se sobrepor às atribuições da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

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O deputado Emídio de Souza defende que Cukier não poderia assumir a relatoria especial porque já havia sido o relator do projeto na CCJ. A criação da figura do relator especial foi uma manobra articulada pelos tucanos da assembleia para acelerar a tramitação da proposta.

Doria disse ainda que é "importante avançar" na discussão da proposta e defendeu "autonomia" ao Legislativo. "O governo já lançou a sua reforma, é ela que está sendo debatida na Assembleia Legislativa, e não interferimos. A proposta foi apresentada e ela retornará, a meu ver aprovada, com alterações e sugestões. Ali é a casa do povo paulista. Alterações serão bem recebidas pelo governo", afirmou.

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