São Paulo Drone paralisa aeroporto de Congonhas por 46 minutos

Drone paralisa aeroporto de Congonhas por 46 minutos

Ao menos dois voos foram redirecionados para outros aeroportos. Situação já foi normalizada. Operar drone próximo de aeroportos é crime

Voar com drone próximo a aeroportos é proibido por lei

Voar com drone próximo a aeroportos é proibido por lei

Divulgação/FAA

Um drone interrompeu pousos e decolagens no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, por 46 minutos no ínicio da tarde deste domingo (9).  Segundo a Infraero, empresa que administra o aeroporto, os pousos e decolagens foram suspensos entre 12h10 e 12h56. 

Segundo a FAB (Força Aérea Brasileira), a torre de controle de aproximação de aeronaves de São Paulo registrou duas informações de um drone próximo do local.

A Infraero afirmou ainda, que neste periodo, dois voos foram diretamente afetados: um da Gol, procedente de Caxias do Sul, que foi redirecionado para Guarulhos, e um da LATAM, procedente de São José do Rio Preto, que teve que pousar no aeroporto de Viracopos, em Campinas.

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É a segunda vez que o aeroporto enfrenta este problema. Entre novembro de 2017 e novembro de 2018, drones já provocaram a interrupção das operações de quatro aeroportos no BrasilHá ainda outros 14 relatos de drones sobrevoando áreas de forma irregular no país neste período.

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A LATAM confirmou que o voo LA4785, que vinha de São José do Rio Preto, foi redirecionado para Campinas. "Após o reabastecimento da aeronave, esta seguiu novamente para o destino final", informou a companhia por meio de nota.

A Avianca informou que quatro voos da empresa, que ligam o aeroporto de Congonhas ao aeroporto Santos Dumont, sofreram atrasos. "A Avianca Brasil lamenta o desconforto causado, mas reforça que esses procedimentos, embora indesejados, são, às vezes, necessários para garantir a segurança", escreveu a empresa.

O Brasil tem, atualmente, cerca de 50 mil drones cadastrados na ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil). O aumento do número de equipamentos no país sinaliza a importância dos pilotos respeitarem as regras para o uso do equipamento no espaço aéreo brasileiro.

Segundo o DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) da FAB (Força Aérea Brasileira), o voo de drones só pode ser realizado a mais de 9 km de distância de aeroportos e a 600 metros de helipontos. Infringir esta regra pode resultar em prisão, respondendo pelo crime de atentado contra a segurança da aviação, que prevê detenção de 2 a 5 anos.