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Duas funcionárias de creche são desligadas após morte de bebê em SP

Abdoulaye Dieng, de um ano e quatro meses, morreu após ficar com o pescoço preso na grade

São Paulo|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Duas funcionárias da Creche Luz do Brás foram desligadas após a morte do bebê Abdoulaye Dieng, que ficou com o pescoço preso na grade.
  • A Secretaria Municipal de Educação de São Paulo está conduzindo um procedimento administrativo para apurar os fatos e possíveis irregularidades.
  • O advogado da família afirma que Abdoulaye ficou preso por seis minutos sem supervisão antes de ser socorrido.
  • A defesa da família questiona a decisão de socorrer a criança por meios próprios em vez de acionar o Corpo de Bombeiros ou o Samu.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Bebê morre em creche após ficar preso em grade; cinco funcionários estão sob investigação
Advogado diz que bebê ficou preso por seis minutos antes de as monitoras perceberem o que havia ocorrido

Duas funcionárias da Creche Luz do Brás foram desligadas, segundo a Secretaria Municipal de Educação (SME) de São Paulo. Na última semana, o bebê Abdoulaye Dieng, de um ano e quatro meses, morreu após ficar com o pescoço preso na grade de uma sala da instituição, na região central de São Paulo.

“Até o momento, duas professoras foram desligadas por decisão da OSC (Organização da Sociedade Civil) responsável e substituídas por novas profissionais”, afirmou a pasta.


Em nota, a SME informou que “está em curso procedimento administrativo para apurar os fatos” e que, “caso sejam confirmadas irregularidades, serão adotadas as providências cabíveis, incluindo o possível descredenciamento da organização parceira responsável pela unidade”.

Abdoulaye Dieng estava em uma sala multiuso da Creche Luz do Brás. Ele teria deitado no chão e colocado a cabeça em um vão entre uma barra de ferro e um espelho. Segundo o órgão, a sala permanece interditada desde a última sexta-feira (24) e passa por análise técnica.


O advogado Erson de Oliveira, que representa a família da criança, disse ao Estadão que Abdoulaye ficou preso por seis minutos antes de as monitoras perceberem o que havia ocorrido. Oliveira afirmou ainda que o menino estava sem supervisão no momento do acidente. “O vídeo (da câmera de monitoramento) mostra que ele lutou pela vida durante seis minutos”, afirmou o advogado.

A SSP-SP (Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo) informou que policiais militares que faziam patrulhamento pela região foram abordados por funcionários da creche, que já estavam levando Abdoulaye à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Mooca. O menino não resistiu e morreu na unidade.


A defesa da família questiona por que os profissionais socorreram a criança por meios próprios, em vez de acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros ou o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

Segundo a SME, equipes da Diretoria Regional de Educação e do Núcleo de Apoio e Acompanhamento para a Aprendizagem (NAAPA) prestam o suporte necessário à família.

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