Dupla ateou fogo em carro com corpos de jovens de Paraisópolis
Ação foi registrada por câmeras. Um deles ateia fogo no veículo, se atrapalha, sai correndo e foge com a ajuda de outro comparsa em uma moto
São Paulo|Do R7

O vídeo de uma câmera de segurança (veja abaixo) mostra o momento em que homens ateiam fogo dentro do veículo encontrado com os corpos de três amigos que estudavam na mesma escola e moravam na comunidade de Paraisópolis, zona sul de São Paulo.
Nas imagens exibidas pelo Cidade Alerta da Record TV mostra um homem tentando atear fogo dentro do veículo, nas imagens é possível ver que as chamas chegam a atingir o homem que corre e foge com a ajuda de uma outra pessoa que aguardava em uma motocicleta e ação acaba frustrada.
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As vítima são Gustavo de Oliveira, de 16 anos, Lionildo Oliveira dos Santos, de 18, e Erinaldo José da Silva, de 19 anos. Segundo familiares, os três foram retirados à força de casa durante a noite, enquanto dormiam, e levados por 4 homens encapuzados.
As testemunhas afirmam que os suspeitos disseram ser policiais civis e informaram que levariam os jovens para a delegacia. Mas nenhum deles tem passagem pela polícia ou envolvimento com o crime.
Funcionários de uma empresa viram um carro, modelo Honda Fit, parado na rua Castro Verde, com parte do parabrisa quebrado e acionaram a Polícia Militar. Os três corpos estavam no carro. As mortes foram constatadas após a chegada dos policiais.
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Duas vítimas estavam no porta-malas com o banco traseiro abaixado e o terceiro estava no lugar do motorista. Os três corpos tinham sinais de violência e o motorista apresentava queimaduras. Os outros dois teriam sido mortos por enforcamento. Perto do local, foi encontrado um galão de combustível.
De acordo a Polícia Militar, o carro foi clonado porque a placa era de Belém do Pará. O veículo foi roubado há 20 dias em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. Câmeras de segurança podem ter registrado o trajeto da comunidade Paraisópolis até o endereço onde o carro foi deixado com os corpos.
A Polícia Civil acredita que as vítimas já tinham sido executadas quando o carro foi abandonado. O DHPP assumiu a investigação do caso.















