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É pouco provável que 2ª cota do Alto Tietê seja usada, diz Alckmin

Governador diz que Estado passa por pior crise hídrica e que reserva está disponibilizada 

São Paulo|Do R7

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Sistema Alto Tietê também enfrenta falta de água
Sistema Alto Tietê também enfrenta falta de água

Um dia após acrescentar um "volume morto" de 39,4 bilhões de litros no Sistema Alto Tietê, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou que é "pouco provável" que a cota adicional seja utilizada. "Provavelmente essa reserva técnica não será usada", afirmou o governador na manhã desta segunda-feira.

Segundo a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), o "volume adicional" no Alto Tietê, responsável por abastecer 4,5 milhões de pessoas, começou a ser captado no último domingo (13), quando o nível do reservatório subiu para 10,7%. Sem o acréscimo, a capacidade do manancial estaria em 4,1%, o menor já registrado desde a sua construção na década de 1990.


Para Alckmin, em momentos de "estresse hídrico" é importante que a reserva técnica esteja "disponibilizada".

— Nós tivemos a maior seca do século, é nesses momentos que você utiliza - senão não havia razão de ser. Se precisar, você tem bomba, equipamento, motor, tudo preparado para funcionar.


A captação dos 39,4 bilhões de litros foi autorizada pelo DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica), órgão estadual regulador dos mananciais paulistas. O volume fica abaixo do nível mínimo operacional da represa Ponte Nova, em Salesópolis, um dos mananciais que forma o Alto Tietê. Segundo afirma a Sabesp, em nota, o acréscimo "não necessita de bombeamento, sendo possível a retirada através da descarga normal".

Em outubro, quando o Alto Tietê estava com 7,2% da sua capacidade, o MPE (Ministério Público Estadual) pediu, em caráter liminar, a suspensão de uma portaria do DAEE, que autorizou a Sabesp a aumentar a produção de água do reservatório de 10 mil para 15 mil litros por segundo para preservar o recurso. No entanto, o juiz Marcelo Sérgio, da 2ª Vara da Fazenda Pública, negou o pedido. Questionado se a captação de um maior volume de água no Alto Tietê poderia prejudicar o manancial, o governador Geraldo Alckmin afirmou que "todo esforço de redução de demanda foi feito".


— Tanto é que estamos economizando 4,1 metros cúbicos por segundo através do bônus. A população respondeu bem ao bônus e houve uma redução de consumo em mais de 80% dos usuários.

Outras medidas, como a "integração dos vários sistemas" (com o aumento da vazão no Guarapiranga e a diminuição no Cantareira), além da redução da pressão em horários de menor consumo de água também foram citadas pelo governador como formas de reduzir a captação de água. O primeiro manancial em que foi preciso recorrer ao volume morto foi o Sistema Cantareira, que hoje abastece 6,5 milhões de pessoas. A primeira cota da reserva técnica, de 182,5 bilhões de litros, passou a ser captada em maio, enquanto a segunda, de 105 bilhões, foi acrescentada em outubro. Nas ocasiões, o governador também afirmou acreditar que não seria preciso fazer uso desse potencial hídrico.

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