“É uma ação temerária”, diz Capez sobre bloqueio de R$ 24 milhões
Ao R7, Fernando Capez reafirmou não ter envolvimento no caso da Máfia da Merenda e disse não possuir quantia que teria sido determinada pela Justiça
São Paulo|Do R7

Fernando Capez, diretor-executivo do Procon-SP e ex-presidente da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), voltou a negar a participação na chamada “Máfia da Merenda”, após veiculação da informação de que a Justiça Federal de São Paulo teria bloqueado R$ 24 milhões de sua posse.
“A ação é temerária, porque é proposta com base em fatos já decididos definitivamente pelo STF. O STF já decidiu a ação penal em última instância. E afirmou a tese da inexistência do fato em relação a mim”, defendeu-se Capez ao R7, e reafirmou não possuir o valor de R$ 24 milhões. A ação corre em segredo de Justiça.
O diretor do Procon ainda associou a decisão do bloqueio, da qual soube hoje a partir da imprensa, ao fato de ela ocorrer em ano eleitoral:
“Passam-se dois anos. Foi no ano eleitoral que ofereceram a denúncia. De novo, em ano eleitoral, essa palhaçada. Não tem outra palavra: é palhaçada”.
Capez citou, também, as decisões de outros órgãos em favor de sua inocência e disse que possui provas de que testemunhas foram coagidas a afirmar ou indicar que o deputado recebia propina ou tinha envolvimento no processo.
Com início em 2017, a investigação do MP-SP (Ministério Público de São Paulo) sobre Capez apurou o suposto envolvimento do atual chefe do Procon em lavagem de dinheiro e corrupção passiva num esquema de superfaturamento na compra de produtos de merenda para estudantes das escolas públicas do Estado. Em 26 de junho do ano seguinte, o STF decidiu, por 3 votos a 1, trancar a ação penal aberta no TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), arquivando o processo contra o então deputado do PSDB.
Mais cedo, em vídeo divulgado por sua equipe, Capez afirmou que, com a decisão, “estão querendo requentar o caso da merenda. Na vida tudo tem um limite, eu cheguei ao meu [limite]”.














