"Ela não teria entrado no carro de um desconhecido", diz pai de Vitória
O pai da garota, Roberto Vaz, pede que sejam consideradas pela polícia todas as possibilidades e diz: 'pode ter sido alguém oferecendo carona'
São Paulo|Fabíola Perez, do R7, com RecordTV

Três dias após o corpo da menina Vitória Gabrielly, de 12 anos, ter sido encontrado em uma região de mata de Araçariguama, em São Paulo, o pai da garota acredita que o carro que Vitória entrou no dia em que desapareceu deve ser de uma pessoa conhecida. "Pela criação que ela recebeu, não entraria no veículo de qualquer pessoa que não tivesse conhecimento", diz Beto Vaz.
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"Minha opinião de pai é que ela teria que ter algum tipo de conhecimento sobre a pessoa para entrar no carro", afirmou o pai da garota à RecordTV. "Teria de ser alguém que ela tivesse alguma convivência mínima, um conhecido que tivesse oferecido alguma carona. Do contrário ela teria apresentado resistência", diz ele.
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Roberto acompanha as investigações sobre o sequestro e a morte da filha que ficou desaparecida por oito dias e depois teve o corpo localizado próximo dos patins, que utilizava quando sumiu, chinelos e com uma meia na boca. "Vitória sempre foi muito querida pelas pessoas do ciclo dela, não acredito que isso tenha sido gerado a partir de algum desentendimento", diz o pai. "Mas todas as possibilidades precisam ser analisadas."

Segundo informações da polícia, o corpo foi encontrado em uma área de mata por um homem que afirmou ter sentido o cheiro enquanto passeava na região com seu cachorro. Ao ver o corpo, ele chamou a polícia. Vitória estava embaixo de um monte de lixo, virada de bruços para o chão.
O pai da garota fez o reconhecimento do corpo. A mãe da menina ficou sabendo da notícia pelo filho mais velho, que veio da Argentina para apoiar a família durante as buscas.
O corpo da jovem será levado para o IML (Instituto Médico Legal) de Sorocaba.
O desaparecimento
A menina Vitória saiu na tarde do dia 8 de junho para patinar próximo da casa onde morava, no bairro de Vila Nova, mas não voltou. Segundo a família da menina, Vitória saiu de casa para ir a um ginásio de esportes brincar com uma amiga da escola. No trajeto, no entanto, a outra criança teria desistido de acompanhá-la.
Após andar cerca de 700 metros a pé, Vitória colocou o patins para continuar a caminhada ao ginásio. Imagens de câmera de segurança captaram o momento que a Vitória parou na esquina da escola onde ela estuda que está no caminho do ginásio.
De acordo com testemunhas, quando a menina chegou no ginásio, foi abordada por um homem que estava em um carro preto.
Outras crianças que estavam no local dizem que viram a menina conversando com o suspeito, mas como precisavam entrar para ter uma aula, não viram se a menina entrou no carro.
A polícia chegou a periciar o carro de um suspeito. No entanto, não houve indícios de que Vitória tenha entrado no veículo.
A Justiça de São Paulo decretou, na tarde desta sexta-feira (15), a prisão temporária de um suspeito de participar do possível sequestro. O delegado Acássio Leite, titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Sorocaba, informou que as investigações seguiriam em segredo.







