Logo R7.com
RecordPlus

Em comemoração à redução da tarifa, milhares devem voltar às ruas de SP hoje

Governador e prefeito de SP revogaram o reajuste das tarifas do transporte público

São Paulo|Do R7

  • Google News
Manifestantes reunidos na segunda-feira (17), no largo da Batata; passeata chegou a juntar mais de 100 mil pessoas
Manifestantes reunidos na segunda-feira (17), no largo da Batata; passeata chegou a juntar mais de 100 mil pessoas

Foram seis protestos pelas ruas de São Paulo desde o último dia 6, a maioria deles com fim violento, até que o governador do Estado, Geraldo Alckmin, e o prefeito da capital, Fernando Haddad, encontrassem uma maneira de atender à reivindicação da população, após o aumento das tarifas do transporte público, que passaram de R$ 3 para R$ 3,20, no dia 2 deste mês. Já passavam das 18h de quarta-feira (19), quando os dois, no Palácio dos Bandeirantes, anunciaram que o aumento foi revogado e que, a partir de segunda-feira (24), as passagens voltarão a custar R$ 3.

Na terça-feira (18), após uma manifestação que terminou em confronto com a polícia na região central, lojas saqueadas e pessoas presas, o MPL (Movimento Passe Livre) criou outro evento no Facebook, para esta quinta-feira (20). Até a noite de quarta-feira, mais de 168 mil pessoas já haviam confirmado presença no ato, que vai acontecer na avenida Paulista, a partir das 17h.


Mesmo após o anúncio do retorno aos R$ 3, os organizadores decidiram manter o protesto, que deverá ter um clima de comemoração e também de otimismo para que a sociedade discuta outros assuntos relacionados ao transporte público, conforme disseram alguns representantes do movimento.

Revogação

Quando anunciou a revogação do aumento, o governador Geraldo Alckmin disse que terá que usar dinheiro do tesouro do Estado e também tirar verbas de obras públicas ainda não iniciadas. Mais tarde, o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Regional do Estado, Julio Francisco Semeghini Neto, disse que não será retirado dinheiro das áreas essenciais, como educação e saúde. Segundo ele, as verbas serão realocadas de obras que estavam previstas para serem pagas no orçamento de 2013, mas que ainda não foram iniciadas, por algum problema, como licença, por exemplo.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.