São Paulo Em mensagem, gamer que matou jovem cita ódio a mulheres e líder

Em mensagem, gamer que matou jovem cita ódio a mulheres e líder

Guilherme Alves Costa, de 18 anos, confessou à polícia que matou a amiga Ingrid Oliveira Bueno da Silva, de 19 anos

Guilherme sorri enquanto é preso

Guilherme sorri enquanto é preso

Reprodução/Record TV

O gamer Guilherme Alves Costa, de 18 anos, que confessou à polícia ter matado a amiga Ingrid Oliveira Bueno da Silva, de 19 anos, a facadas e golpes de espada, possivelmente por causa do jogo, enviou um e-mail para a professora da Universidade Federal do Ceará e feminista Lola Aronovich, na última terça-feira (23), declarando sentir ódio de mulheres.

"Eu vivo pensando no quanto eu odeio a humanidade. Sinceramente, nesses últimos anos andei me abalando com minha namorada Eduarda, ela não me compreendia, eu peguei um ódio forte pelas mulheres nesses últimos anos da minha vida, toda esse drama que elas passam, toda essa melancolia, eu sinto nojo e ódio disso, eu quero ficar longe, ser um homem seguro e esperto, não sei se isso será mais possível", diz parte do e-mail.

O gamer finaliza dizendo que o "Crazychan", fórum ânonimo na internet, o ajudou e destaca um suporto líder. "Lá fiz amizades, meus amigos me apoiaram, um grande líder, Lucy, me apoiou, me mostrou o caminho que eu deveria seguir, fui trabalhando até conseguir comprar minha 9mm, finalmente fiz o que eu queria, agora estou fora de casa, pretendo continuar, coisas novas vão rolar pelos grupos da Crazychan, vou atualizando o pessoal

Em seu blog, a professora comentou sobre a mensagem eletrônica que recebeu. "Não entendo como esses caras perturbados imaginam ter algum tipo de relacionamento comigo pra me enviar um email. Ainda bem que nossas mentes são completamente diferentes".

Para a Polícia Civil, o gamer disse que matou a jovem porque ela "atravessou o seu caminho". Ele gravou o crime e afirmou que estava planejando a ação há duas semanas. "Minha sanidade mental tá completamente apta. Eu quis fazer isso", falou aos policiais no momento da prisão.

Após o assassinato, Guilherme divulgou um vídeo confessando o crime: "Vocês tão achando que é tinta, montagem, mas não é. Eu realmente matei ela. Eu tenho um livro também. Pedi pra um pessoal divulgar".

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